
A eliminação precoce na Copa do Brasil não foi apenas um golpe esportivo — foi um rombo financeiro. O São Paulo orçou chegar ao menos às quartas de final da competição e, com a queda para o Juventude na quinta fase, deixou de embolsar R$ 7 milhões em premiações que estavam previstas no planejamento de 2026.
O impacto se soma a outra frustração: no Paulistão, o clube projetava estar na final e também ficou pelo caminho, desperdiçando mais R$ 1,6 milhão. As duas eliminações precoces elevaram o déficit orçamentário e acenderam um alerta vermelho no departamento financeiro.
O que o São Paulo perdeu na Copa do Brasil
A CBF paga cotas progressivas, e o Tricolor contava com o dinheiro das fases seguintes para fechar as contas. Veja o que ficou pelo caminho:
Oitavas de Final: R$ 3 milhões
Quartas de Final: R$ 4 milhões
No total, R$ 8,6 milhões que estavam no orçamento e não entrarão no cofre. O clube receberá apenas R$ 2 milhões pela participação na quinta fase. Se fosse campeão, poderia acumular até R$ 96 milhões.
O que fazer agora?
Restam duas frentes para o São Paulo equilibrar as finanças: chegar às quartas de final da Sul-Americana — ou ir além — e garantir vaga na Libertadores via Brasileirão, alcançando ao menos o G5. Se avançar na competição continental mais do que o previsto, o clube pode compensar parte do prejuízo.
Outra saída será o mercado. A venda de atletas na janela do meio do ano deve ser acelerada para tapar o buraco. Enquanto isso, o Tricolor tenta recolher os cacos de uma crise que já consumiu dois técnicos e agora ameaça também o orçamento.