
O goleiro Gabriel Brazão usou sua entrevista ao canal do ex-jogador Denilson para fazer um desabafo pessoal. O arqueiro do Santos revelou que jogou os últimos meses sob o peso da doença terminal do pai e admitiu que o drama familiar derrubou seu rendimento em campo.
“Todos no Santos sabiam”
“Todos no clube sabiam. Quando a situação piorava, eu pedia para ficar fora do treino. Estive muito presente nos últimos meses de vida dele e assumo: meu rendimento caiu muito. No meu último jogo, eu sabia que meu pai ia morrer na semana.”
Brazão contou que, mesmo abalado, optou por não se ausentar do trabalho. “Meu pai foi minha maior referência. Receber essas notícias era muito difícil, mas não tinha como eu falar que não ia jogar. Eu sou funcionário. Mesmo no pior momento, eu levantava a mão e falava que ia jogar. A responsabilidade era minha. Se quisessem me tirar, tudo bem, mas eu não ia pedir para não atuar. Como filho, não podia deixar de honrar meu pai.”
Brazão revelou desgaste emocional e de perfomance
O desgaste foi além do emocional. O goleiro revelou que passava noites em claro e mal se alimentava. “Cheguei a ficar uma semana praticamente sem dormir. Dormia só na concentração. Foram meses difíceis, me atrapalhou muito em campo.” Brazão chegou a perder momentaneamente a vontade de jogar futebol, justamente no período em que passou a ser criticado publicamente por falhas e atuações irregulares.
Hoje, cumprindo suspensão no Brasileirão, o goleiro vê a revelação como um peso que finalmente sai das costas — e uma forma de explicar o que, até então, só quem estava dentro do clube compreendia.