
Endrick quer reconquistar o torcedor brasileiro que abandonou a Seleção — e, de quebra, realizar o sonho de dividir o gramado com Cristiano Ronaldo na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à revista Placar, o atacante contou que um diálogo com o argentino Tagliafico escancarou o tamanho do problema.
“Ele dizia: ‘que loucura’. Quando fomos jogar lá na Argentina, ninguém vestia camisa amarela. Ninguém. Se tiver lá, os caras vão pegar na porrada e já era. Quando você vai jogar no Brasil, vê metade da torcida de azul. Ele falou: ‘Papi, esto es una locura’.”
O atacante tem uma explicação para o fenômeno. “Talvez essa nova geração não tenha visto o Brasil ganhar alguma coisa, mas viu a Argentina e o Messi ganharem, e acaba torcendo por eles.”
A receita para reverter o quadro, segundo ele, está em campo — e não no debate. “Se dermos palco para isso, é pior. A gente tem que ir lá, jogar, mostrar para os caras que eles têm que torcer para o Brasil, que não podem abandonar. O brasileiro é brasileiro, e os jogadores estão lá não só por eles, mas por toda uma nação.”
Ídolo no horizonte de Endrick
Na mesma conversa, Endrick falou da chance de enfrentar Cristiano Ronaldo no que projeta ser a última Copa do português. “Acredito que será a última Copa dele e espero que a gente possa encontrá-lo. Nunca o vi jogar pessoalmente. Ele é um grande jogador, sempre me espelhei nele. Se Deus quiser e a gente se encontrar, espero, claro, passar. Mas só de ver meu ídolo em campo já seria mais um sonho realizado.”
