
A novela Arboleda caminha para um desfecho definitivo — e com prejuízo ao São Paulo. O zagueiro equatoriano segue em seu país e não deu qualquer sinal de que retornará ao Brasil. Se não se reapresentar até o próximo dia 4 de maio, completará 30 dias consecutivos de ausência, período que, pela CLT, configura abandono de emprego e permite ao clube rescindir o contrato por justa causa.
Arboleda viajou ao Equador em 4 de abril, data da partida contra o Cruzeiro, e desde então não voltou. O departamento jurídico são-paulino já possui três notificações formais e farto material para se resguardar em um eventual litígio. O problema é que a rescisão por justa causa, embora amparada pela lei, na prática premia o jogador: ele ficaria livre para assinar com outro clube sem custos, enquanto o São Paulo arcaria com o prejuízo de um ativo que ainda tem valor de mercado.
Arboleda sem clima para voltar
Internamente, o entendimento é de que a relação ruiu de forma irreversível. Arboleda não fala com Roger Machado, não respondeu às notificações e rompeu com os companheiros de elenco. O capitão Rafael já havia afirmado que o grupo tentou ajudar o defensor, mas que “há um limite”.
O clube inicialmente queria forçar seu retorno aos treinos — ainda que separado — para não abrir mão de uma rescisão onerosa. Agora, com a falta de clima e a ausência prolongada, a tendência é o rompimento definitivo do vínculo, seguido de cobrança judicial caso o jogador acerte com outra equipe.