
O Corinthians aproveitou a partida contra o Vasco, neste domingo (26), para lançar uma campanha permanente de combate ao racismo na Neo Química Arena. Sob o lema “Aqui, o racismo não tem lugar. E nunca terá” , a ação mais impactante é a retirada definitiva de um assento do Setor Oeste, exatamente de onde partiram as ofensas racistas contra o goleiro palmeirense Carlos Miguel no último Dérbi.
Como o responsável não foi identificado mesmo após investigação interna, o clube decidiu marcar a ausência de punição com um símbolo físico: no lugar da cadeira, foi colocado um adesivo com a frase da campanha e um QR code que direciona para uma cartilha educativa sobre como identificar, registrar e denunciar casos de discriminação.
Posicionamento do Corinthians
“A história do Corinthians é a história do pertencimento e da inclusão. Não é que o principal seja se posicionar para evitar punições desportivas. Nosso posicionamento é muito mais profundo. Somos um clube antirracista, formado em grande parte por homens e mulheres negras”, declarou Rafael Castilho, diretor cultural e de Responsabilidade Social.
Bruno Brum, CMO da End to End, agência parceira, completou: “Racismo não é opinião, é injustiça. Combater o racismo é uma escolha diária de enxergar a dignidade de cada pessoa.” Já Victor Toyofuku, da Área 23, resumiu: “Retirar uma cadeira é um gesto simples, mas impossível de ignorar. A ação convida todos a entenderem seu papel no combate ao racismo.”
A campanha se soma à punição aplicada pelo STJD: o Corinthians fechará o Setor Oeste Inferior no clássico contra o São Paulo, perdendo cerca de 8 mil ingressos.