
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, citou o Palmeiras indiretamente antes da partida do clube diante do Fluminense.
Ele disse à Flamengo TV que há clubes “chorões profissionais”. O Palmeiras, se pronunciou oficialmente, discordando da remarcação do jogo do Flamengo, além de reclamar também da recusa por um efeito suspensivo para Abel Ferreira poder atuar no clássico com o Corinthians.
“Me faz muita confusão ouvir falar tanto sobre uma questão que devia ser algo normal. Se há clubes aos quais nós estamos habituados a que sejam chorões, chorões profissionais, que choram por tudo e mais alguma coisa, há outros que fiquei bastante admirado de falarem sobre algo que não lhes diz respeito. Foi uma viagem extenuante, como foi a do Fluminense. Para o bem do espetáculo e saúde dos jogadores, houve um acordo entre os clubes para que a partida se realizasse hoje.”
O que aconteceu?
Flamengo e Fluminense chegaram a um acordo para adiamento da partida que estava prevista para o sábado. O clube rubro-negro alega que teve um problema logístico e, por conta disso, a partida precisou ser remanejada. O Verdão enxerga parcialidade e alega que outros pedidos semelhantes foram recusados.
Confira a nota oficial do Palmeiras
A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre se pautou pelo absoluto respeito aos processos estabelecidos, discutindo e defendendo seus direitos junto às esferas competentes de forma reservada e responsável.
Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.
Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado.
Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.
Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência.
Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).
Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade.
Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato.
