
O presidente do São Paulo, Harry Massis Junior, viveu dias de montanha-russa nos bastidores do clube. Após sofrer uma derrota dolorosa com a reprovação das contas de 2025 no Conselho Deliberativo, conseguiu se reerguer e modificar o tabuleiro político tricolor.
O balanço financeiro rejeitado enfraqueceu a gestão de Massis, que está em mandato-tampão. Ele tentou articular a aprovação mesmo com saques destinados à presidência ainda não esclarecidos. Nos bastidores, a justificativa era clara: contas rejeitadas pelo Conselho dificultariam ainda mais futuras captações de crédito.
O que mudou no São Paulo?
Nesta terça-feira (7), Massis emplacou duas vitórias importantes no Conselho Deliberativo. O contrato com a New Balance — considerado o mais polêmico de sua gestão — foi aprovado. Em seguida, vieram o aval para um novo patrocínio com a Unicesumar e a renovação com a marca SAO.
O cenário agora dá mais força a Massis. O presidente ainda não decidiu seu próximo movimento na sucessão do clube, cujas eleições acontecem no fim da temporada. Ele pode apoiar um nome de situação ou, eventualmente, lançar sua própria candidatura. A primeira hipótese é a mais provável, principalmente devido à idade avançada do atual mandatário — mas sua autoridade e notoriedade no cargo cresceram com as últimas aprovações.
Eleição em novembro
O pleito, que também renovará o quadro de conselheiros, será realizado em novembro. Os candidatos ainda não estão definidos, mas dois nomes despontam como prováveis:
Olten Ayres Abreu Jr. – atual presidente do Conselho, ligado ao grupo de Julio Casares.
Vinicius Pinotti – ligado ao grupo opositor a Casares, chamado Participação.