
A investigação sobre a suposta comercialização clandestina do camarote 3A do MorumBIS ganhou um novo capítulo nos últimos dias. A força-tarefa formada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público solicitou ao São Paulo o contrato do clube com a Live Nation, empresa produtora de grandes eventos e shows internacionais.
O Tricolor, no entanto, se recusou a entregar o documento. A atual presidência justificou a negativa com a existência de uma cláusula de confidencialidade no acordo, alegando temor de prejudicar a relação com a empresa.
Incomodo na investigação do São Paulo
A decisão do clube gerou insatisfação na equipe de investigação, que enxergou a postura como “não colaborativa”. A tendência agora é que a força-tarefa faça um pedido judicial formal para ter acesso ao contrato. O São Paulo, por sua vez, mantém o discurso de que divulgar o acordo sem uma ordem judicial poderia criar um mal-estar desnecessário com a Live Nation.
Relembre o caso
O escândalo veio à tona após uma reportagem do GE revelar áudios sobre uma suposta exploração irregular de um camarote no MorumBIS durante shows. A partir daí, a Polícia Civil de São Paulo abriu investigação.
Segundo os áudios, dirigentes do clube teriam repassado os direitos de exploração do espaço a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária. Ela seria a responsável pela administração do camarote 3A, cujos ingressos chegaram a custar R$ 2,1 mil no show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. Somente naquele evento, o faturamento estimado com o espaço foi de R$ 132 mil.