
O Corinthians encerrou a rodada do Brasileirão na 14ª colocação, a apenas três pontos da zona de rebaixamento. A derrota para o Fluminense, somada a outros resultados negativos, acendeu o sinal de alerta no Parque São Jorge. E o principal alvo das pressões internas e externas é o técnico Dorival Júnior — mesmo tendo conquistado dois títulos pelo clube.
Na quinta-feira (2), a situação ganhou um capítulo tenso. Lideranças da torcida organizada do Corinthians entraram no CT Dr. Joaquim Grava e paralisaram o treinamento. Dorival foi um dos mais cobrados. Ele tentou argumentar sobre as dificuldades na montagem do elenco, e a conversa se estendeu a todos os jogadores.
O fato é que o Timão já soma oito jogos sem vencer. A última vitória aconteceu em 19 de fevereiro, contra o Athletico-PR, fora de casa, pelo Brasileirão.
Sequência decisiva pode definir futuro de Dorival
O Corinthians terá pela frente três partidas complicadas que podem selar o destino do treinador. No domingo (5), enfrenta o Internacional, na Neo Química Arena. Depois, viaja à Argentina para estrear na Libertadores contra o Platense. E no dia 12 de abril, tem o derby contra o Palmeiras, em casa.
Internamente, o entendimento é de que o trabalho estagnou. O crédito conquistado com os títulos da Copa do Brasil e da Supercopa tem se esgotado a cada rodada. Além disso, as reclamações públicas de Dorival sobre a falta de reforços têm sido mal recebidas pela diretoria.
A tendência é que o Corinthians precise vencer ao menos dois desses três jogos para que Dorival se mantenha no cargo. Uma derrota para o Internacional, neste domingo, pode acelerar a demissão — ainda que a diretoria relute por um motivo claro.
Multa de R$ 7 milhões segura demissão
O principal obstáculo para uma troca no comando neste momento é financeiro. Para rescindir o contrato com Dorival Júnior, o Corinthians teria de desembolsar cerca de R$ 7 milhões. Um valor elevado para um clube que enfrenta sérios problemas de fluxo de caixa.