
O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou, na noite desta sexta-feira (27), as contas da presidência referentes ao exercício de 2025. A decisão, que teve forte caráter político, pode render desdobramentos ao ex-presidente Julio Casares, hoje fora do comando executivo do clube.
A reprovação foi sustentada principalmente pela ausência de explicações sobre os saques destinados à presidência. O balanço apresentado detalhou apenas R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões totais — valores justificados como premiações e pagamentos de serviços em dias de jogo, incluindo arbitragem. Os demais R$ 7 milhões permaneceram sem esclarecimento.
Oposição aciona Comissão de Ética contra Casares
A rejeição das contas será usada pela oposição como base para uma representação contra Casares na Comissão de Ética do clube. O grupo pretende acusá-lo de “gestão temerária”, o que pode levar a penalidades como expulsão do quadro associativo, perda de direitos políticos e até a obrigação de ressarcir valores ao clube, caso as quantias não sejam devidamente justificadas.
Resultado da votação
O balanço foi rejeitado por 210 votos contrários, contra 24 favoráveis, além de quatro abstenções. O placar representou uma reprovação ainda mais expressiva do que a registrada em votação anterior, que havia sido anulada por erro processual.
Preocupação da presidência
Harry Massis Junior, atual presidente do São Paulo, tentou articular a aprovação do documento. Seu argumento era o de que a reprovação poderia trazer dificuldades para o clube na obtenção de novas linhas de crédito.