
O balanço financeiro do São Paulo referente à temporada de 2025, que será votado pelo Conselho Deliberativo até as 17h desta quinta-feira, 26, se tornou o centro de uma crise política nos bastidores do Morumbi. Apesar de apresentar números positivos — como receita recorde superior a R$ 1 bilhão e redução do endividamento para R$ 850 milhões — o documento enfrenta forte resistência e corre o risco de ser rejeitado.
O motivo da insatisfação dos conselheiros
O principal ponto de contestação é a falta de transparência em relação a saques realizados pela gestão anterior. O balanço apresentado explica apenas R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões sacados em espécie durante a administração de Julio Casares. A ausência de esclarecimentos sobre o destino do restante do valor tem gerado desgaste entre os conselheiros, que cobram explicações mais detalhadas.
Grupos políticos do Conselho Deliberativo já articulam os votos e avaliam a reprovação das contas como uma possibilidade real.
A posição da atual presidência
O atual presidente do clube, Harry Massis Junior, tenta articular a aprovação do balanço. O argumento é que uma eventual reprovação traria dificuldades para o São Paulo na obtenção de novas linhas de crédito, comprometendo a saúde financeira que os números positivos buscam consolidar.
Os fatores políticos por trás da votação no São Paulo
Além das questões financeiras, a votação também é influenciada por fatores políticos. Caso as contas sejam reprovadas, Julio Casares, ex-presidente, poderá ser denunciado ao Conselho de Ética por gestão temerária.
Paralelamente, a relação entre Massis e conselheiros aliados de Casares também pesa no tabuleiro político. Pela proximidade do atual presidente com nomes como Marcelo Pupo, parte do grupo ligado a Casares não demonstra interesse em apoiar Massis, o que fortalece a possibilidade de reprovação.