
O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, obteve uma vitória significativa no âmbito judicial neste sábado (14). A juíza Márcia Mayumi Okoda Oshida, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo, rejeitou uma denúncia apresentada pelo Ministério Público que imputava a Sanchez os crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
A ação também envolvia Roberto Gavioli, ex-diretor financeiro do clube, e pedia que ambos fossem responsabilizados criminalmente. Além disso, o MP solicitava que Andrés Sanchez fosse obrigado a restituir o Corinthians em aproximadamente R$ 100 mil. A acusação baseava-se na suposta utilização do cartão corporativo do clube para custear despesas pessoais e de terceiros durante o ano de 2020.
Os fundamentos da decisão judicial
Em seu despacho, a magistrada apontou que a narrativa apresentada pela acusação não configurava, do ponto de vista legal, o crime de lavagem de dinheiro. Segundo a juíza, não havia indícios de que Sanchez tenha ocultado valores com o objetivo de reintroduzi-los na economia formal após um processo de dissimulação, elemento central para a caracterização desse tipo de delito.
A decisão representa um revés para a acusação, que já anunciou a intenção de recorrer. Paralelamente à esfera criminal, Andrés Sanchez ainda enfrenta outras frentes: responde a um processo administrativo no Conselho de Ética do Corinthians e também é alvo de uma denúncia por apropriação indébita relacionada ao uso dos cartões corporativos do clube.
Silêncio da defesa do ex-presidente do Corinthians
Até o momento, a defesa do ex-dirigente corintiano optou por não se manifestar publicamente sobre a decisão favorável obtida neste sábado.