
Na manhã desta sexta-feira, 13, representantes das principais torcidas organizadas do Corinthians estiveram no CT Dr. Joaquim Grava para uma conversa direta com jogadores e comissão técnica. A insatisfação com os últimos resultados do time motivou a presença dos torcedores no local, que foi previamente comunicada à diretoria alvinegra — que autorizou o acesso do grupo.
O clima nos bastidores do Parque São Jorge é de tensão. O Corinthians foi eliminado precocemente do Campeonato Paulista e, após um período de treinamentos intensos, estreou no Brasileirão com uma derrota em casa para o Coritiba por 2 a 0. A atuação na Neo Química Arena gerou protestos imediatos da torcida presente, com gritos direcionados aos atletas.
Entre os cânticos entoados estavam “Ou joga por amor ou joga por terror”, “Honra a camisa, de vagabundo o Corinthians não precisa” e “Bando de c… tem que ser homem para jogar no Coringão”, numa clara demonstração de cobrança por postura e comprometimento.
Pressão não é novidade no CT do Corinthians
A cena se repetiu em 2025, quando torcedores organizados também foram ao CT cobrar o elenco após uma derrota para o Sport. Na ocasião, o protesto seguiu nos dias seguintes, culminando na ausência da tradicional “despedida” da delegação antes da semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, em retaliação aos maus resultados no Brasileirão que antecederam o duelo decisivo.
Agora, com nova crise instalada, a expectativa é de como o grupo responderá dentro de campo. O Corinthians volta a campo nos próximos dias sob forte pressão da torcida e de sua própria história.
