
O cenário político no Oriente Médio acaba de provocar um terremoto nos bastidores da próxima Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, 11, o Irã comunicou oficialmente que desistiu de participar do Mundial de 2026, alegando não haver condições mínimas de segurança para sua delegação em meio à escalada dos conflitos na região. A decisão foi tomada após os ataques recentes liderados por Estados Unidos e Israel, que resultaram na morte do aiatolá, máxima autoridade religiosa e política do país.
“Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, não podemos, em hipótese alguma, participar da Copa do Mundo. Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para isso”, declarou Ahmad Donyamali, ministro do Esporte iraniano, em pronunciamento transmitido pela TV estatal.
A desistência pegou a FIFA de surpresa. O Irã tinha vaga garantida no Grupo G e disputaria todas as suas partidas em solo americano — duas em Los Angeles e uma em Seattle. O país já havia dado um sinal de que algo estava errado ao ser o único ausente na reunião de planejamento da entidade para os participantes do Mundial, realizada na semana passada em Atlanta.
Agora, a bola está com a FIFA. A entidade máxima do futebol ainda não se pronunciou oficialmente, mas nos bastidores já se articula para decidir quem herdará a vaga deixada pelos iranianos. A tendência é que a definição só ocorra após o recebimento formal da desistência por parte do governo de Teerã.
Quem fica com a vaga do Irã?
Não há um protocolo definitivo para situações como essa, mas duas possibilidades ganham força nos bastidores.
A primeira, e mais provável, é que a FIFA convide a seleção asiática melhor classificada nas eliminatórias que ainda não garantiu vaga direta. Nesse cenário, o Iraque herdaria o lugar no Grupo G, e os Emirados Árabes Unidos ganhariam uma sobrevida na repescagem internacional.
A segunda hipótese, mais remota, é que a entidade transforme a vaga do Irã em mais uma oportunidade na repescagem internacional. Isso beneficiaria diretamente seleções como Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname e Congo, que atualmente disputam duas vagas restantes e poderiam ganhar um respiro extra na briga por um lugar no Mundial.
O silêncio de Infantino
Até o momento, a FIFA mantém silêncio oficial sobre o caso. O presidente da entidade, Gianni Infantino, conhecido por sua proximidade com o ex-presidente e atual candidato Donald Trump, já havia afirmado publicamente que garantiria a segurança de todas as delegações durante a competição. Resta saber se o discurso será suficiente para reverter a decisão iraniana — ou se a entidade terá que se mexer para recompor a tabela da Copa do Mundo.