
Nesta terça-feira, 10, Roger Machado comanda seu primeiro treino à frente do São Paulo. A apresentação oficial ao elenco e a atividade no CT da Barra Funda, marcada para as 16h, marcam o pontapé inicial de um projeto que chega cercado de expectativas e desconfianças.
O novo técnico não vem sozinho. Desembarcam com ele cinco integrantes da comissão técnica fixa: os auxiliares Roberto Ribas, James Freitas e Adaílton Bolzan, o preparador físico Paulo Paixão e o analista de desempenho Guilherme Marques. O nome mais experiente do grupo é Paulo Paixão, preparador físico campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002.
Apesar do currículo vitorioso, Paixão carrega uma sombra recente: em 2025, esteve no Internacional justamente em um período marcado por lesões musculares em série — problema que também assombrou o São Paulo na temporada passada. A coincidência acende um sinal de alerta entre parte da torcida tricolor.
O que Roger Machado fez no Inter
Antes de chegar ao Morumbi, Roger Machado viveu um verdadeiro “oitavo ano” no Beira-Rio. Contratado pelo Internacional em julho de 2024, após passagem consistente pelo Juventude, ele precisou lidar com a desconfiança inicial da torcida colorada por conta de seu passado no Grêmio.
Assumiu o time na 13ª colocação do Brasileirão, com 19 pontos, e imediatamente engatou uma arrancada histórica. Foram 16 jogos de invencibilidade — 12 vitórias e quatro empates — que recolocaram o Inter no G-4. Apesar da queda de rendimento nas rodadas finais, garantiu vaga na Libertadores.
Em 2025, o auge veio rápido: o Inter foi campeão gaúcho invicto após nove anos de jejum, com nove vitórias e três empates. Mas o sucesso estadual não se repetiu nacionalmente.
No Brasileirão, o time oscilou. Somou resultados irregulares e viu as eliminações precoces na Copa do Brasil (para o Fluminense) e na Libertadores (para o Flamengo). A gota d’água foi a derrota no Gre-Nal, que deixou o clube na 13ª posição, com 27 pontos — apenas cinco acima do Z-4.
Roger deixou o Inter após 74 jogos, com 34 vitórias, 20 empates e 20 derrotas (aproveitamento de 54,9%). O saldo, embora positivo em alguns aspectos, escancarou a dificuldade de manter regularidade em competições de longo prazo — exatamente o desafio que o aguarda no São Paulo.