
O técnico Rogério Ceni voltou a abordar, com certo pesar, a negociação que levou Cauly do Bahia para o São Paulo. Em declarações recentes, o ex-goleiro e ídolo tricolor deixou claro que a saída do meia não partiu de uma decisão da comissão técnica, mas sim de um desejo do próprio atleta de deixar o clube baiano.
Rogério Ceni diz que ele não queria mais
“Relutei muito, briguei para que ele ficasse. O Cauly não queria mais estar aqui, mas eu queria muito. Tentei convencê-lo o tempo todo, porque via nele um diferencial. É um jogador com características difíceis de encontrar no elenco atual”, afirmou Ceni.
O treinador também ressaltou que a ausência do camisa 10 deixa uma lacuna no grupo, justamente por suas qualidades técnicas. “Hoje, se eu olhar para o elenco, não temos ninguém com as mesmas características. É uma pena, porque além de importante, gosto muito dele como profissional”, completou.
Os valores envolvidos na negociação
A transferência de Cauly para o São Paulo foi estruturada em etapas, com custos que podem variar conforme o desempenho e as conquistas do clube paulista.
Inicialmente, o Tricolor pagará € 500 mil (cerca de R$ 3,10 milhões) pelo empréstimo de uma temporada. Ao fim deste período, há uma obrigação de compra de 50% dos direitos econômicos do jogador por € 2 milhões (aproximadamente R$ 12,40 milhões).
Se Cauly atingir a marca de 40 partidas com a camisa do São Paulo, o clube terá que desembolsar mais € 600 mil (R$ 3,72 milhões) por um percentual adicional. Sem considerar bônus por títulos, o investimento total pode chegar a € 3,1 milhões, o equivalente a R$ 19,2 milhões.
O contrato ainda prevê acréscimos caso o São Paulo conquiste títulos nas competições que disputa — Paulistão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileirão. Em um cenário de conquistas máximas, o valor total pode atingir € 5,1 milhões, algo em torno de R$ 31,6 milhões.