
O São Paulo deu início aos bastidores para a negociação de um novo contrato de naming rights do estádio do Morumbis. O atual vínculo com a Mondeles, empresa que batizou o estádio de MorumBIS, se encerra no final desta temporada e, diante da indefinição sobre a renovação, o clube já começou a prospectar alternativas no mercado.
A informação, inicialmente divulgada pelo portal Arquibancada Tricolor, foi confirmada pela reportagem. E, neste momento, a diretoria tricolor adota uma estratégia de prioridades: primeiro, buscará a Mondeles para entender se há interesse em estender a parceria. Caso a resposta não seja positiva ou vantajosa, o São Paulo avançará nas conversas com a montadora chinesa BYD, que já demonstrou interesse em assumir o posto.
BYD de olho no Morumbis
A BYD chegou ao Brasil nos últimos anos e tem intensificado sua presença no futebol. Na Itália, a montadora patrocina a Inter de Milão e fornece veículos ao clube. No Brasil, já estampa a barra frontal da camisa do Corinthians. Agora, a empresa sonda a possibilidade de estampar sua marca no estádio são-paulino, com um trocadilho que agrada aos chineses: MorumBYD.
A conversa com o São Paulo ainda é preliminar, mas o interesse é real. A empresa avalia que o formato de incorporar o nome ao tradicional “Morumbi” tem apelo comercial e popular.
O valor que o São Paulo quer
As negociações ainda não avançaram por conta da instabilidade política vivida pelo clube nas últimas semanas, com o afastamento temporário do presidente Julio Casares. No entanto, internamente, a diretoria já tem um norte definido: o novo contrato precisa ser substancialmente maior que o atual.
A pedida inicial do clube gira em torno de R$ 35 milhões por ano. O valor representa um aumento de 40% em relação aos R$ 25 milhões pagos atualmente pela Mondeles. O argumento são-paulino é que o novo vínculo englobará o ano de 2030, quando o clube completará seu centenário, o que eleva o valor comercial da negociação.
Essa postura agressiva na busca por melhores acordos comerciais é uma das marcas da nova gestão, liderada por Harry Massis, que tem como meta reequilibrar as finanças do clube por meio de receitas recorrentes e contratos mais vantajosos.
Próximos passos
A tendência é que as conversas se intensifiquem apenas no segundo semestre, quando o contrato atual se aproximará do fim. O São Paulo, porém, já se movimenta nos bastidores para não ser pego de surpresa e garantir o melhor negócio possível — seja com a atual parceira ou com a nova interessada.