
O MorumBIS amanheceu em reforma nesta sexta-feira, 6. Depois de receber a banda de rock AC/DC, o gramado do estádio do São Paulo ficou completamente castigado — e parte da grama não resistiu à montagem da estrutura do show. Sem condições de jogo, o clube acionou o plano B: mandar suas partidas no Canindé enquanto tenta ressuscitar o piso do MorumBIS.
Reforma do estádio do São Paulo bancada por produtora
A recuperação do gramado começou imediatamente, com replantio necessário em áreas onde a grama morreu após dias coberta por equipamentos. O custo da obra será bancado pela Live Nation, produtora do evento, e executado pelas empresas especializadas World Sports e Itograss. O São Paulo, no entanto, ainda não divulgou prazo para a conclusão dos trabalhos.
Enquanto isso, no Canindé
Para não interromper a temporada, o clube acertou com a Portuguesa o aluguel do Canindé. A estreia no local deve acontecer já no retorno do Brasileirão, após o fim dos estaduais, contra a Chapecoense. Enquanto o MorumBIS não estiver pronto, o estádio da Lusa será a casa tricolor.
MorumBIS faz falta dentro e fora de campo
A ausência do estádio próprio vai além da logística. Até aqui, o São Paulo construiu um retrospecto impressionante jogando em casa: cinco vitórias, uma derrota, 83% de aproveitamento e uma média de público de 29 mil torcedores por jogo. A renda bruta acumulada já ultrapassa os R$ 8 milhões.
O bom desempenho esportivo e financeiro reacende o debate entre os torcedores: vale a pena ceder o estádio para shows internacionais mesmo com os riscos ao gramado? Para o São Paulo, a conta inclui receita e visibilidade. Para o time, o preço pode ser jogar longe da torcida por algumas rodadas.