
O São Paulo já estabeleceu o preço para quem quiser estampar sua marca no Morumbi a partir de 2027. Com o contrato da Mondelēz (MorumBIS) se encerrando no fim deste ano, o clube projeta um novo vínculo de longo prazo que pode chegar a R$ 175 milhões totais, contemplando a temporada do centenário tricolor, em 2030.
A pedida inicial do clube gira em torno de R$ 35 milhões por ano — um salto de 40% em relação aos R$ 25 milhões atuais pagos pela Mondelēz. A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e confirmada pela reportagem.
O principal interessado, até o momento, é a montadora chinesa BYD, que já sonda o mercado do futebol brasileiro e internacional. Na Itália, a empresa patrocina a Inter de Milão e cede carros ao clube. No Brasil, tem um acordo pontual com o Corinthians para um espaço reduzido na camisa.
Conversas iniciais e “troca” de gestão no São Paulo
As negociações com o São Paulo ainda engatinham. A indefinição política no clube — com o afastamento de Julio Casares — travou qualquer avanço concreto. Internamente, no entanto, o departamento comercial já tem um consenso: o novo contrato precisa ser mais robusto para explorar o peso simbólico de 2030, ano do centenário.
MorumBYD?
Procurada, a BYD não comentou o estágio das conversas. Nos bastidores, a informação é de que a empresa simpatiza com o formato de trocadilho adotado pela atual gestão — algo como “MorumBYD” —, que mantém viva a identidade do estádio ao mesmo tempo que insere a marca do patrocinador.
As tratativas devem ganhar corpo apenas na reta final da temporada, quando o contrato com a Mondelēz se aproximar do encerramento. A atual patrocinadora, por enquanto, não deu sinais de que pretende renovar.