
O São Paulo aproveitou os últimos dias de janela para aliviar a folha salarial e, de quebra, abrir espaço para receitas futuras. O clube negociou dois jogadores que estavam sem espaço no elenco com rivais cariocas: o meia Alisson foi para o Fluminense, enquanto o zagueiro Ferraresi acertou com o Botafogo. Ambos saíram por empréstimo até o fim da temporada, com opção de compra fixada.
A dupla somava um custo mensal de R$ 1 milhão aos cofres tricolores — R$ 550 mil de Alisson e R$ 450 mil de Ferraresi. Para um clube com problemas recorrentes de fluxo de caixa, manter dois reservas com esse peso na folha era considerado inviável pela diretoria de futebol.
Passivo e desgaste no São Paulo
Além do aspecto financeiro, a saída de Alisson também teve motivação extra: o desgaste com a torcida após a negociação frustrada com o Corinthians pesou na decisão. O caso gerou ruído considerado quase irreversível nos bastidores.
O São Paulo vinha enfrentando dificuldades para manter os pagamentos em dia, especialmente nos direitos de imagem. Chegou a acumular quatro meses de atraso com os atletas, regularizados há algumas semanas por meio de um acordo parcelado.
Potencial de venda
Agora, o clube projeta receitas futuras com a dupla. Em caso de compra ao final do empréstimo, Alisson pode render R$ 15 milhões aos cofres tricolores. Já Ferraresi tem valor de venda fixado em R$ 36 milhões.