
A eliminação do Red Bull Bragantino diante do São Paulo, pelas quartas de final do Paulistão, teve um capítulo à parte após o apito final. O zagueiro Gustavo Marques, autor do gol do Massa Bruta na partida, direcionou críticas à arbitragem de Daiane Muniz e fez declarações que repercutiram negativamente ao questionar a presença de uma mulher no comando do jogo.
“Primeiramente, quero falar da arbitragem: não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”, afirmou o defensor.
Falta de critério e reclamação de pênalti
Gustavo Marques também reclamou da falta de critério da árbitra e citou um lance específico nos minutos finais da partida. Sua equipe pediu um pênalti não marcado, o que aumentou a insatisfação dos jogadores em campo.
“Ela não foi mulher. A gente trabalha todo dia, deixa a família em casa, irmão, pai, mãe, esposa, todo mundo. Para ela vir e acabar com o sonho. Era um sonho chegar na semi e até na final. Mas ela acabou com o jogo”, declarou.
O zagueiro seguiu com as críticas direcionadas à Federação Paulista de Futebol (FPF). “A FPF tem que olhar para jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Com todo respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe. Desculpa se estou falando algo contra as mulheres, mas ela, do tamanho dela, não tem capacidade para apitar um jogo desses”, completou.
Repercussão e próximos compromissos
As declarações de Gustavo Marques rapidamente geraram repercussão nas redes sociais e na imprensa esportiva, com críticas ao suposto teor machista da fala do atleta. A arbitragem feminina no futebol brasileiro tem sido cada vez mais valorizada, com profissionais como Daiane Muniz atuando em jogos de grande porte.
Eliminado do Paulistão, o Bragantino agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. A equipe enfrenta o Athletico na quarta-feira, 25, em casa, em partida válida pela primeira rodada da competição nacional.
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