Em Júri popular sobre morte da família Gonçalves, neta pede perdão à avó

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Anaflávia e Carina confessaram que arquitetaram o roubo contra a família, mas negaram participação na morte das três vítimas

Anaflavia e Caina
Anaflávia e a ex-companheira dela, Carina Ramos, são acusadas de homicídio triplamente qualificado. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um júri popular iniciado nesta segunda-feira (12/06), no Fórum de Santo André, ouviu três dos cinco acusados de roubar e carbonizar o casal Flaviana de Meneses Gonçalves, de 40 anos, e Romuyuki Veras, de 43 anos, e o filho deles, Juan Victor Gonçalves, 15 anos, em 27 de janeiro de 2020.

Além de testemunhas, foram ouvidos Anaflávia Martins Gonçalvez, Carina Ramos de Abreu e Guilherme Silva.  As duas primeiras eram namoradas na época e são acusadas de arquitetar o crime. Anaflavia é filha do casal que morreu.

O julgamento começou na manhã desta segunda e se estendeu até 20h45 e será retomado às 9h30 desta terça-feira (13/06).

Os outros dois réus Juliano Oliveira Ramos Júnior e Jonathan Fagundes Ramos, que são primos de Carina, acusados de participação no crime serão julgados em 21 de agosto, porque destituíram a advogada no início da sessão desta segunda-feira e foram retirados da sala. Para não adiar mais uma vez o julgamento, a Justiça desmembrou o processo e marcou o julgamento deles para 21 de agosto, o que causou insatisfação no advogado de Carina que promete pedir a anulação do júri.

Um dos pontos altos do julgamento foi quando Anaflavia pediu perdão para a avó Vera Lúcia Chagas Conceição por ter planejado no roubo contra a mãe, pai e irmão. A avó Vera, levantou-se do plenário e foi para fora em protesto à fala da neta. A avó também depôs e se emocionou muito durante a audiência.

Veja vídeo cedido por Lucas Padula, do G7 Notícias, em que a avó fala que negou perdão à neta.

Todos contra Carina

Tanto Anaflavia quanto Guilherme disseram durante o júri que quem arquitetou o crime foi Carina, que negou o fato e transferiu a culpa para a ex-namorada.

Os acusados respondem por roubo, homicídio doloso qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou as defesas das vítimas), ocultação de cadáver e associação criminosa.

Além de três testemunhas, o juiz ouviu o delegado responsável pelo caso, a avó Vera Lúcia Chagas Conceição e uma testemunha de defesa de Ana Flávia. Essa testemunha afirmou durante o julgamento que foi namorada de Anaflavia durante um mês e meio e que presenciou brigas dela com a Carina por conta de ciúmes.

Anaflavia e família
Ana Flávia Gonçalves é suspeita de ter tirado a vida dos pais e o irmão. Foto: Reprodução

Adiamentos

O julgamento já foi adiado por cinco vezes, motivo de muitas críticas da família  Gonçalves

A primeira vez foi em 21 de fevereiro de 2022, quando uma das testemunhas faltou. Nova data foi marcada – 13 de junho de 2022 -, mas novamente houve ausência de outras testemunha.

Com uma solicitação das defesas de Anaflávia e Carina, o processo foi desmembrado pela Justiça e elas seriam julgadas em 19 de setembro de 2022, enquanto Juliano, Jonathan e Guilherme, seriam ouvidos em 21 de novembro de 2022. Nessas duas datas também não houve o julgamento.

Em 6 de março – Carina, Juliano, Jonathan e Guilherme seriam julgados por conta dos desmembramento, o que não ocorreu.

Anaflávia seria julgada sozinha nesta segunda-feira (12/06),  porém o juiz do caso, Lucas Tambor Bueno, unificou o processo novamente e colocou os cinco acusados juntos. No entanto, como os irmãos Ramos desistiram a defesa deles, serão julgados separados de Anaflávia, Carina e Guilherme, em 21 de agosto.

Fazem parte do júri sete pessoas que vão absolver ou condenar os réus ou parte deles.

Fabio Costa, advogado de Carina, afirmou que espera que o júri termine nesta terça-feira e disse que na quarta-feira (15/06) entrará com recurso pedindo a anulação por discordar dos desmembramentos.

Entenda o crime

O Ministério Público apurou que os três homens armados (Juliano, Jonathan e Guilherme) entraram no imóvel com a ajuda de Anaflávia e Carina para roubar R$ 85 mil que estariam em um cofre, mas como não encontraram o dinheiro, decidiram levar pertences das vítimas, além de tirar a vida delas.

“As rés Ana Flávia e Carina agiram por cobiça, pretendendo alcançar o patrimônio das vítimas. Quanto aos acusados Jonathan, Juliano e Guilherme, a prova oral indica que agiram mediante promessa de recompensa”, despachou o juiz Lucas na decisão de 2021, que determinou o júri para os acusados.

Os advogados Leonardo José Gomes e Thiago Mendes, que defendem Anaflávia e Guilherme, disseram que o primeiro dia de julgamento foi favorável à cliente. Eles afirmaram que Carina manipulava Anaflávia psicologicamente e a forçou a participar do crime contra os pais e o irmão.

Veja vídeo

A promotora Manuela Schreiber, representante do MP, responsável por acusar os réus, atua na companhia de Epaminondas Gomes de Farias, advogado contratado pela família das vítimas. O advogado afirmou que o primeiro dia mostrou contradições entre as partes e que aguarda pena máxima para os acusados, que pode chegar em 80 anos.

 

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