
Uma assembleia realizada nesta segunda-feira (15) selou o acordo entre os trabalhadores do transporte rodoviário e as empresas de ônibus que operam na região do ABC Paulista, afastando definitivamente o risco de uma paralisação geral. A categoria decidiu aceitar a nova proposta salarial apresentada pelas viações, o que resultou no cancelamento da nova assembleia que estava agendada para a próxima quarta-feira (17) e que poderia deflagrar uma greve na região.
As informações foram confirmadas por Leandro Mendes da Silva, presidente do Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC. De acordo com o dirigente, a proposta aprovada contempla cerca de 12 mil profissionais da área operacional, incluindo motoristas, cobradores e mecânicos.

Os termos do acordo
O pacote de reajustes aprovado pelos trabalhadores na assembleia desta segunda-feira estabelece os seguintes índices:
Reajuste salarial: 5,5%
Vale-Alimentação: 6,2% (com a garantia de que não haverá descontos no benefício em caso de faltas justificadas)
PLR (Participação nos Lucros e Resultados): 5% de aumento (sem a exigência de metas para o recebimento)
“Ressaltamos que a PLR não tem metas e não haverá descontos no vale-refeição quando as faltas forem justificadas”, afirmou o sindicalista Leandro Mendes da Silva.

Intermediação política foi decisiva
A costura do acordo final demandou intensa articulação. Segundo o presidente do sindicato, as reuniões anteriores realizadas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) chegaram a resultar em propostas que foram rejeitadas pela categoria.
O cenário começou a mudar nesta segunda-feira, quando Leandro Mendes solicitou o apoio direto dos prefeitos de Santo André, Gilvan Ferreira, e de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, para destravar as negociações. A intervenção política foi o diferencial para que as empresas cedessem em pontos cruciais.
“Os prefeitos intermediaram um acordo entre o sindicato e as empresas de ônibus de Santo André e o avanço aconteceu. Não é exatamente tudo o que queríamos, mas defendi [a proposta] e ela passou”, avaliou o líder sindical. Apesar de considerar que as reivindicações iniciais não foram integralmente atendidas, a diretoria do sindicato avaliou o resultado como positivo diante da conjuntura, reforçando em comunicado aos trabalhadores que “a luta continua”.
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