
O presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulinho Farias, está entre os alvos de mandados de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. A ação apura a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do transporte coletivo paulista, envolvendo contratos públicos, lavagem de dinheiro e articulações políticas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a efetivação da prisão de Korek.
De acordo com as investigações, Paulinho Farias atua como “testa de ferro” da organização criminosa na gestão de duas concessionárias do setor: a A2 Transportes, uma das principais operadoras do sistema paulistano, e a Translíder, que atua no município de Cubatão. O dirigente ganhou projeção no cenário esportivo após o clube de Diadema alcançar o vice-campeonato paulista em 2023.
A Operação Vectura Corrupta cumpre mandados em diversos municípios, incluindo cidades do Grande ABC, e mira uma rede que conecta empresários, agentes públicos e figuras do meio eleitoral. Entre os outros alvos da investigação estão:
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Milton Leite (União Brasil): Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, alvo de mandado de prisão. Não localizado durante as diligências da manhã, Leite declarou estar no interior do estado, negou as acusações e afirmou que se apresentará às autoridades em até 24 horas.
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Levi dos Santos Oliveira: Ex-presidente da São Paulo Transporte (SPTrans).
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Danilo Marco Morgado Silva: Candidato a deputado estadual pelo PL.
O esquema sob apuração também expõe conexões no cenário político regional. Paulo Farias é irmão de João Farias, conhecido como “João da Habitação”, figura de destaque do partido Republicanos em São Paulo e atual candidato a deputado federal. João ocupou cargos na Prefeitura de São Paulo.
O Ministério Público e a Polícia Civil seguem com o cumprimento dos mandados e a análise dos documentos apreendidos. A condição de investigado ou alvo de mandado cautelar não representa condenação antecipada.
