
Na manhã desta quarta-feir hoje (04), trabalhadores realizaram uma manifestação em frente à fábrica Inylbra, em Diadema. A principal reivindicação dos operários é a redução da jornada semanal de trabalho, além de melhorias nas condições e na segurança do ambiente laboral.
O protesto integra uma jornada nacional de atos e greves espalhados por todo o Brasil. Ao todo, foram registradas cerca de 20 manifestações em frente a fábricas, supermercados e outros postos que operam sob a escala 6×1. Em alguns locais, o movimento evoluiu para greves, como nos casos da Metalúrgica Kabi, no Rio de Janeiro; do Supermercado Supernosso, em Minas Gerais; e do Mix Mateus, em Pernambuco.
A unidade da Inylbra em Diadema é responsável pela fabricação de tapetes e revestimentos agulhados voltados ao setor automotivo.
A empresa foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre o assunto até o momento. O canal segue aberto para as considerações da Inylbra.
Projeto
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta terça-feira (3), em São Paulo, que o governo poderá enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho, como o fim da escala 6×1 e a redução de horas semanais, não caminhem na”velocidade desejada”.
A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.
“Tem um debate importante com a direção das duas Casas [Câmara e Senado]. O presidente [da Câmara] Hugo Motta assumiu conosco de tocar as duas coisas: as PECs [Proposta de Emenda à Constituição] que estavam lá e também os projetos de lei [PL] vigentes que estão tramitando na Casa. Evidentemente que o PL pode ter uma velocidade maior que o da PEC. Mas o governo não descarta, a depender da conversa entre o presidente Hugo Mota e o presidente Lula, de mandar um projeto de lei em urgência. Se as coisas não caminharem na velocidade desejada, nós podemos encaminhar um projeto de lei com urgência que, acredito, seria a possibilidade dela evoluir”, disse o ministro, durante entrevista coletiva em que divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Uma das PECs que tramitam atualmente no Congresso aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos – e diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras. Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.
