Com extinção de 8 diretores, economia na Fuabc é de R$ 2,34 milhões em 9 meses

Desde outubro do ano passado Fundação do ABC não nomeia cargos de direção que ganhavam R$ 24 mil por mês, mais que o governador do Estado

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Fundação ABC extinguiu diretores e reduziu despesas com folha de pagamento. Foto: Divulgação

A Fuabc (Fundação do ABC) deixou de nomear oito diretores executivos desde outubro do ano passado, quando os cargos foram extintos. Desde então, todos os departamentos da mantenedora já não contam mais com o respectivo profissional e a economia aos cofres públicos chega a R$ 2,34 milhões em nove meses.

Trata-se de medida que integra amplo plano de reestruturação e contensão de gastos. Ao longo de um ano, a Fuabc reduziu, ao todo, em 36,7% o número de colaboradores na mantenedora. A instituição contava com 98 funcionários em agosto de 2017. Neste agosto de 2018 são 62, ou seja, 36 colaboradores a menos (sendo todos os 8 diretores executivos demitidos). A redução mensal total na folha de pagamento supera R$ 260 mil, ou seja, quase 40% de economia”, informou a Fuabc.

Os diretores ganhavam mais que o governador de São Paulo, cuja remuneração mensal é de R$ 21,6 mil. Os diretores só não ganhavam mais que dois prefeitos da região cuja lei estabelece R$ 30,6 mil para o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), e R$ 27,2 mil para o de Santo André, Paulo Serra (PSDB).

Demais prefeitos

Nos outros cinco municípios do ABCD, os chefes dos Executivos ganhavam menos que os diretores extintos da Fuabc, sendo R$ 20 mil para José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, R$ 19,4 mil para Lauro Michels (PV), de Diadema, R$ 18,5 mil para Alaíde Damo (MDB – prefeita em exercício), de Mauá, R$ 20 mil para Adler Kiko Teixeira (PSB), de Ribeirão Pires, e R$ 15 mil para Gabriel Maranhão (sem partido), de Rio Grande da Serra.

A Fuabc é mantida por três Prefeituras da Região: Santo André, São Bernardo e São Caetano. O orçamento da Fuabc é de mais de R$ 2 bilhões por ano.

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