
O advogado Mauro Ribas, responsável pela defesa do policial militar que atirou e matou uma mulher de 32 anos em Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, questionou a prisão do soldado. “Eu acredito que essa prisão é política”, afirmou em entrevista ao repórter Júnior França, do Fala Pirituba.
Durante a entrevista, realizada na saída do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado afirmou que os policiais envolvidos na ocorrência não possuíam armas de choque (taser) e que o soldado não era habilitado para utilizar o equipamento.
Questionado sobre a possibilidade de outra abordagem ou de um disparo na perna da vítima, Mauro Ribas explicou que, segundo ele, o treinamento da Polícia Militar não prevê tiros nos membros, mas no tronco, para interromper uma agressão. O defensor também alegou que o policial seguiu os procedimentos de segurança, efetuou um único disparo e acionou o socorro imediatamente.
Nesta sexta-feira (16), a Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória ao soldado durante audiência de custódia. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o policial deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o afastamento das atividades operacionais e das funções que exigem porte de arma de fogo, ficando restrito a atividades administrativas.
O policial também deverá manter seu endereço atualizado junto à Justiça e não poderá se ausentar da comarca onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial. O descumprimento das medidas poderá resultar no retorno à prisão.
O caso ocorreu na quinta-feira (15), na Avenida Mutinga, em Pirituba. As circunstâncias da morte continuam sendo investigadas pelo DHPP e pela Corregedoria da Polícia Militar.
