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Cidades do ABCD ficam fora da 1ª lista de vacinação contra dengue

Prefeituras da região alegam que não foram incluídas na primeira fase porque mantêm controle efetivo da doença, mas aguardam informações do Ministério da Saúde

  • Municípios do ABCD realizam ação de combate à dengue em todo município e alerta sobre riscos durante o verão.
    Foto: Divulgação
  • Por: Gislayne Jacinto
  • Publicado em: 26/01/2024
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Prefeituras da região alegam que não foram incluídas na primeira fase porque mantêm controle efetivo da doença, mas aguardam informações do Ministério da Saúde

Combate a Dengue em São Caetano

Municípios do ABCD realizam ação de combate à dengue em todo município e alerta sobre riscos durante o verão. Foto: Divulgação

 

O Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), anunciou a distribuição de vacinas contra a Dengue, excluindo as cidades do ABCD da lista inicial. Apenas 11 municípios do estado de São Paulo, todos localizados na região do Alto Tietê, foram selecionados: Guarulhos, Suzano, Guararema, Itaquaquecetuba, Ferras de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim e Salesópolis.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo, consultada sobre o assunto, esclareceu que a cidade não foi incluída nesta fase da campanha de imunização por manter um controle efetivo da doença desde 2017, através do trabalho contínuo do Centro de Controle de Zoonoses e dos Agentes de Endemias. Até o momento, São Bernardo aguarda mais informações do Ministério da Saúde para uma possível nova etapa de vacinação. Em 2023, a cidade registrou 81 casos de dengue, sendo 31 autóctones e 50 importados, sem ocorrências de óbitos.

Santo André, outro município do ABCD, também não foi contemplado com as vacinas. A Prefeitura local planeja intensificar a busca ativa nas residências para detecção de focos do mosquito Aedes aegypti e organizar mutirões nas regiões mais afetadas. Em 2023, Santo André identificou 280 casos de dengue.

“Santo André não se encaixa entre os municípios prioritários e, portanto, não será contemplado com vacinas neste momento. Diante deste cenário, a partir deste sábado (27) serão intensificados os trabalhos de busca ativa nas residências da cidade para detectar focos do mosquito e serão organizados mutirões para atuação nas regiões com maior incidência de casos da doença”, afirmou.

São Caetano

A  Prefeitura de São Caetano informou que  o município aguarda informações  sobre as estratégias de vacinação e os grupos que precisarão receber a vacina. “São Caetano tem baixa incidência de casos. Este ano tivemos 1 caso confirmado, importado. Em 2023 foram 38 importados e 25 autóctones”, afirmou a administração.

Diadema

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Diadema informou que o município de Diadema não está entre os critérios para vacinação contra dengue nesta primeira fase do calendário do Ministério da Saúde, que são: municípios de grande porte (mais de 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue; maior número de casos em 2023 e 2024; e predominância do sorotipo DENV2 (dezembro de 2023).

“Diadema aguarda informações sobre período de vacinação contra dengue, público alvo, faixa etária e critérios para recebimento da dose serão definidas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). O município possui sala de vacinação em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além do Carro da Vacina, e está preparado para imunizar a população, seguindo as orientações do PNI. Em 2023, foram registrados 174 casos autóctones de dengue”, afirmou.

Mauá

Mauá afirmou que ainda não foi contemplada com doses de vacina contra a dengue, mas a expectativa é que isso ocorra em breve. Em 2023, foram registrados 78 casos de dengue na cidade.

Ribeirão Pires

A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria de Saúde, esclarece que a municipalidade aguarda orientação do Governo do Estado de São Paulo com relação às vacinas contra a dengue.

Ribeirão Pires registrou em 2022, 4 casos autóctones e 10 importados. Já em 2023, foram 7 casos autóctones e 16 importados. Em 2024, até o dia 24 de janeiro foram 4 casos registrados em Ribeirão Pires sendo 1 caso importado e os outros 3 seguem em investigação pelo Centro de Controle de Zoonoses.

A reportagem do ABCD Jornal aguarda posicionamento da Prefeitura de Rio Grande da Serra.