25 de junho de 2021

Câmara pede explicação à Prefeitura de Diadema sobre desperdício de 2.272 vacinas

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Vereadores afirmam que essa é a 4ª polêmica envolvendo a Coronavac na cidade e citam furto de doses em UBS e imunizações indevidas

Vereadores afirmam que essa é a 4ª polêmica envolvendo a Coronavac na cidade e citam furto de doses em UBS e imunizações indevidas

A Câmara de Diadema aprovou na sessão desta quinta-feira (13/05) requerimento da bancada do Pros que questiona suposto desperdício na cidade de 2.272 doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan. De acordo com os parlamentares Eduardo Minas e Reinaldo Meira, a Secretaria de Saúde deve esclarecimentos não só sobre esse assunto, mas também em outros casos como vacinação de pessoas fora dos grupos prioritários, aplicação equivocada em crianças e furto de doses em UBS.

“A cidade tem sofrido com situações adversas em relação à imunização da população da cidade para a proteção contra a covid-19. São os mais  diversos tipos de ocorrência em relação ao imunizante, como furto de vacinas , aplicação dos imunizantes em crianças e em grupos não prioritários fora do calendário. Muitos são os erros”, diz o documento aprovado na sessão.

De acordo com o requerimento, o caso mais recente e preocupante foi  o suposto desperdício de 2.272 doses do imunizante. “A informação da prefeitura é de que houve desvio de qualidade dos fracos da Coronavac, mas segundo o instituto Butantan, foram realizadas análises e testes pela Vigilância Sanitária e tudo encontrava-se na mais perfeita ordem em relação aos procedimentos”, afirmam os parlamentares na propositura.

Os autores da matéria ainda acham que essa quantidade poderia ter vacinado muitos moradores em Diadema. “Uma quantidade relevante de doses desperdiçadas que poderiam garantir a imunização de muitas pessoas, como os professores que estavam na programação, assim como transportadores escolares, guardas civis patrimoniais e motoristas de ônibus”, diz a justificativa do documento ao acrescentar que são necessárias explicações da secretaria da Saúde para que os vereadores possam informar a população sobre indagações realizadas até o momento.

Com a palavra a Prefeitura

A Prefeitura informou que o município tem uma diretriz de não desperdiçar nenhuma dose e que faz “controle rigoroso” é que, identificou a quantidade insuficiente de doses nos frascos de três lotes.

“O município conta com atividades de educação permanente em relação à campanha de vacinação: a cada novo grupo prioritário incluído, as unidades passam por capacitação on-line. Além disto, a Secretaria Municipal da Saúde conta com Documento Técnico (elaborado em conjunto com a Coordenação de Vigilância à Saúde e Coordenação de Atenção Básica), com as regras e diretrizes da Campanha de vacinação município. Conforme ocorrido com outros municípios do Brasil, e já amplamente divulgado na mídia, alguns frascos da Coronavac apresentaram quantidade insuficiente para aplicar as dez doses da vacina contra a Covid-19, como previsto”,  afirmou a Prefeitura.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Diadema ainda afirmou que  seguiu a orientação do Ministério da Saúde que diz que aos gestores para registrar uma queixa técnica no site da Anvisa no caso de problemas com a vacinação. “Assim que a cidade identificou as perdas de doses por frascos, documentou e avisou às autoridades competentes, inclusive o Grupo de Vigilância Epidemiológico (GVE) e o site Vacivida”, completou.

Com a palavra o Instituto Butantan

O Instituto Butantan informa que cada frasco da vacina contra o novo coronavírus contém nominalmente 10 doses de 0,5 ml cada, totalizando 5 ml, e adicionalmente ainda é envasado conteúdo extra, chegando a 5,7 ml por ampola.

“Esse volume, devidamente aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é suficiente para a extração das dez doses. É importante que os profissionais de saúde estejam capacitados para aspiração correta de cada frasco-ampola, além de usar seringas e agulhas adequadas, para não haver desperdício”, informou.

De acordo com o Butantan, todas as notificações recebidas pelo instituto até o momento relatando suposto rendimento menor das ampolas foram devidamente investigadas, e identificou-se, em todos os casos, prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação. “Portanto, não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes pelo Butantan. Além disso, inspeção da Vigilância Sanitária realizada no último dia 20/4 não encontrou nenhuma inadequação na linha de envase da Coronavac”, completou.

O Butantan realizou por meio de seus canais de comunicação informes técnicos no sentido de orientar os profissionais da saúde a usar as doses extras. “Reforçamos que todas as investigações pertinentes foram feitas e todos os controles realizados nos lotes liberados foram avaliados. A conclusão encontrada, e já dividida com a Vigilância Sanitária, é que não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes por parte do Instituto Butantan. Na verdade, trata-se de uma prática incorreta no momento do uso das doses”, afirmou.

Segundo o Instituto, é essencial que tais profissionais sigam as orientações e práticas adequadas, no intuito de evitar perdas durante a aspiração da vacina. Seringas de volumes superiores (ex: 3ml, 5ml), podem gerar dificuldades técnicas para visualizar o volume aspirado, uma vez que podem não possuir as graduações necessárias. Outro fator decisivo é a posição correta do frasco e da seringa no momento da aspiração.

“O Instituto Butantan vem atuando juntamente aos gestores envolvidos na campanha de vacinação no intuito de orientar cada vez mais os profissionais responsáveis pelas aplicações das doses”, disse.

Veja vídeo explicativo: https://www.facebook.com/165443043496125/posts/5490620894311620/?vh=e&d=n

 

 

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