
A atriz e influenciadora Antônia Fontenelle enfrentou mais um resultado desfavorável nas urnas na disputa por uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Com um desempenho significativamente inferior ao registrado em sua tentativa anterior, a candidata somou pouco mais de 3,8 mil votos no primeiro turno.
Após a apuração oficial dos resultados, Fontenelle abriu uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube para conversar com os seguidores e desabafar sobre o resultado. O momento de maior repercussão da live, no entanto, ocorreu com a participação de seu filho caçula, Salvatore, de 10 anos.
Aparentando forte comoção e chorando diante das câmeras, o menino demonstrou indignação ao saber da contagem total obtida pela mãe. “Três mil votos? É sério? Isso é falha de sistema. Isso não existe”, declarou o garoto durante a transmissão. Em tom exaltado, ele ainda disparou que “vai acabar com um por um”.
A reação do filho emociona a influenciadora, que rebateu: “Ah, filho, não me faz chorar”. Ao longo da live, Antônia também expressou insatisfação com o desempenho nas urnas e comparou os números com pleitos anteriores, nos quais havia conquistado um volume expressivo de sufrágios.
O trecho da transmissão ao vivo rapidamente viralizou e gerou intensa repercussão nas redes sociais. Apesar da frustração e da expressiva queda de votos, Fontenelle sinalizou que não pretende se afastar da política e afirmou que planeja disputar um cargo público novamente nas eleições de 2028.
O encolhimento do PSDB nas urnas
O resultado reflete também o cenário de crise vivenciado pelo PSDB, que vem encolhendo a cada eleição. Historicamente forte em São Paulo e no plano nacional, a sigla sofreu nova queda em 2026, elegendo apenas um deputado federal (Paulo Serra) e uma estadual (Ana Carolina Serra) no estado. O esvaziamento do partido foi acelerado pela debandada de nomes tradicionais para legendas como PSD e Republicanos, deixando a bancada tucana reduzida na Alesp e na Câmara.
A derrocada do PSDB ganhou contornos ainda mais acentuados nas urnas do estado de São Paulo. Em comparação ao pleito de 2022, o partido perdeu espaço nas duas instâncias legislativas, registrando duas cadeiras a menos na Câmara dos Deputados e encolhendo sua presença na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Na Câmara Federal, nomes conhecidos da legenda conseguiram se reeleger, como Paulo Alexandre Barbosa e Carlos Sampaio, mas disputaram e conquistaram o mandato já filiados ao PSD. Outro ex-tucano que migrou para a mesma sigla, Vitor Lippi não obteve um novo mandato. Como resultado, o PSDB assegurou a eleição de apenas um representante federal pelo estado de São Paulo: Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André e presidente do diretório estadual da legenda.
O cenário de esvaziamento repetiu-se na Alesp, onde a perda foi de oito representantes. A debandada antes das eleições transferiu a maior parte da bancada histórica para legendas aliadas: Bruna Furlan garantiu a reeleição pelo Republicanos, enquanto Carla Morando, Rogério Nogueira, Analice Fernandes, Barros Munhoz e Mauro Bragato renovaram seus mandatos pelo PSD.
Já Carlão Pignatari não disputou a reeleição e Maria Lúcia Amary, que também migrou para o PSD, não foi reeleita. Dos nove parlamentares que formavam a bancada tucana na Alesp, o único a não deixar a legenda foi Vinicius Camarinha, que deixou a Assembleia para assumir a Prefeitura de Marília em 2024. A única vaga conquistada pelo PSDB na Alesp ficou com Ana Carolina Serra, reeleita para seu segundo mandato.
