
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou publicamente a desistência da sua candidatura ao Governo de Minas Gerais. Em um vídeo gravado ao lado da direção nacional do seu partido, o parlamentar apareceu muito emocionado, chorou e pediu “perdão” aos eleitores mineiros pela decisão.
Cleitinho justificou a saída da disputa citando o momento de luto e a dor provocada pela morte recente do irmão mais novo, Matheus Azevedo, que faleceu no mês passado vítima de um câncer.
“Não está fácil para mim e para a minha família. Não adianta entrar em uma campanha agora do jeito que eu estou. Não adianta eu cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim”, desabafou o senador durante a gravação.
Liderança nas pesquisas e momento de luto
Mesmo liderando as intenções de voto no estado — com cerca de 40% das preferência nos levantamentos recentes —, Cleitinho ressaltou que precisa ser honesto com a população e priorizar sua saúde mental e familiar antes de enfrentar uma disputa eleitoral.
O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que a decisão do parlamentar foi espontânea e garantiu que o momento difícil do senador será respeitado. O presidente estadual da sigla em Minas, deputado Euclydes Petterssen, também prestou apoio à escolha de Cleitinho.
Bastidores e tensão no partido
Apesar da motivação pessoal e familiar apresentada no anúncio, a desistência ocorre após semanas de indefinição e reuniões tensas na cúpula do Republicanos.
Na última sexta-feira, um encontro de mais de cinco horas entre a direção nacional e lideranças mineiras selou o impasse. Entre os fatores que geravam atrito dentro do partido estavam:
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Declarações polêmicas: O estilo visceral de Cleitinho gerou ruídos com a direção, especialmente após críticas publicadas a aliados e ao líder religioso Edir Macedo.
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Falta de moderação: A cúpula partidária exigia uma postura mais moderada e institucional para conduzir a campanha ao governo estadual.
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Ausência em convenção: Recentes adiamentos de posicionamentos e a falta do parlamentar na convenção partidária vinham dificultando a montagem de alianças políticas no estado.
Mesmo fora do pário para o Governo de Minas, Cleitinho garantiu que continuará no exercício do seu mandato no Senado Federal, honrando os votos que o elegeram.
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