
Nesta sexta-feira (10), o canal conversou com Militão, da União dos Caminhoneiros Autônomos de São Bernardo do Campo. Segundo ele, a paralisação deve começar entre domingo (12) e segunda-feira (13) e poderá atingir diversos portos e pontos estratégicos do país. De acordo com Militão, além do Porto de Santos, há expectativa de adesão em estados como Mato Grosso, Goiás e Tocantins.
Os caminhoneiros autônomos de Santos decidiram, em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (10/7), paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira (13/7). A categoria tenta pressionar o Senado a votar a Medida Provisória do Piso Mínimo do Frete (MP 1343/2026), que perde a validade na quinta-feira (16/7).
A decisão foi liderada pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos), uma das entidades mais influentes do país. A expectativa é que outros sindicatos portuários se reúnam no fim de semana para decidir se aderem ao movimento.
Os trabalhadores culpam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela demora na análise do texto. “A MP está tramitando no Senado e o Davi Alcolumbre não está querendo colocar em votação, atrapalhando a vida dos transportadores autônomos do Brasil”, afirmou o presidente do Sindicam-Santos, Luciano Santos, que orientou os motoristas a não aceitarem novas cargas a partir de domingo.
A orientação é cruzar os braços pelo menos até quarta-feira (15/7). Na Baixada Santista, o ponto central do protesto será o Viaduto da Alemoa (Viaduto Paulo Bonavides), principal via de acesso ao Porto de Santos.
Entenda a MP do Piso Mínimo do Frete
Editada pelo governo federal em março para evitar uma greve geral, a MP 1343/2026 atende a uma demanda antiga da categoria. Os caminhoneiros reclamam dos lucros reduzidos pela alta do preço do diesel e pelo descumprimento do piso por parte das empresas de transporte.
Para coibir pagamentos abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a proposta prevê o cancelamento automático do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) caso haja indício de irregularidade na viagem. Sem o documento, o transporte de carga fica impedido de rodar legalmente.
