
O meia Lucas Paquetá revelou os bastidores da mudança que ajudou a Seleção Brasileira a engrenar na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. Em entrevista coletiva neste domingo (21), o jogador detalhou como a alteração no desenho do meio-campo — com três homens mais definidos — foi decisiva para o desempenho da equipe.
De flutuante a definido
“Para esse segundo jogo a gente já foi um pouco mais definido de jogar com três no meio, diferentemente do outro jogo que eu começava por fora e flutuava por dentro com um pouco mais de liberdade. Acho que essa mudança um pouco tática acaba definindo melhor a maneira que a gente vai se entender dentro de campo”, explicou Paquetá.
Contra Marrocos, ele atuou como um híbrido entre meia e ponta, com liberdade para transitar entre os setores. Contra o Haiti, a equipe foi a campo com Casemiro, Bruno Guimarães e o próprio Paquetá compondo um meio-campo mais estruturado — e a resposta veio com três gols ainda no primeiro tempo.
As diferenças entre os centroavantes segundo Paquetá
Paquetá também analisou como a escolha de Matheus Cunha como titular influenciou a mobilidade ofensiva. “O Cunha tem uma característica diferente, permite uma mobilidade maior minha com ele, uma troca. Isso facilita um pouco com que a gente tenha uma superioridade no meio. O Igor Thiago é um jogador mais de área, mais centralizado, então acho que são características diferentes e para jogos diferentes. Nesse jogo encaixou muito bem, a gente foi feliz em vencer.”
Autor de dois gols, Matheus Cunha se beneficiou justamente dessa mobilidade, saindo da área e abrindo espaços para as infiltrações de Vini Jr. e do próprio Paquetá.
Parcerias antigas
O meia também destacou a sintonia com Vini Jr., com quem jogou no Flamengo, e com Bruno Guimarães, seu ex-companheiro de Lyon. A familiaridade entre eles ajudou na rápida adaptação ao novo desenho tático proposto por Carlo Ancelotti.
O próximo compromisso do Brasil será contra a Escócia, na quarta-feira (24), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami. O time espera manter o embalo — e a organização tática que deu certo contra os haitianos.
