
O volante Casemiro pode ser a principal mudança da Seleção Brasileira para o segundo jogo da Copa do Mundo de 2026. No treino desta quarta-feira (17), Carlo Ancelotti posicionou o jogador entre os reservas, sinalizando que Fabinho deve assumir a titularidade contra o Haiti. A decisão tem lastro nos números e no rendimento apresentado pelo camisa 5 na estreia contra Marrocos.
Os números que explicam a mudança
Os dados físicos divulgados pela Fifa expõem um desempenho bem abaixo da média de Casemiro. Em 49 minutos em campo, ele percorreu apenas 5,3 km — praticamente a mesma distância do goleiro Alisson (5,2 km), que atuou os 104 minutos. Foi o jogador de linha com a menor quilometragem entre os titulares.
A velocidade máxima também foi a pior entre os atletas de campo: 26,5 km/h. Nos sprints, apareceu em penúltimo, com apenas 11 arrancadas acima de 20 km/h.
Pouca participação com a bola
Na construção de jogadas, o volante também foi discreto. Acertou apenas 19 passes — o décimo da equipe — e foi o nono titular em movimentação para receber a bola. Defensivamente, tentou seis abordagens para roubar a posse e teve sucesso em apenas uma.
O novo esboço da Seleção
Com a saída de Casemiro, Ancelotti montou o meio-campo com Fabinho e Bruno Guimarães na atividade aberta à imprensa. Outras mudanças também foram testadas:
- Goleiro: Alisson
- Lateral-direita: Danilo (depois substituído por Éderson)
- Zagueiros: Marquinhos e Léo Pereira
- Lateral-esquerda: Douglas Santos
- Meio-campo: Fabinho e Bruno Guimarães
- Ataque: Martinelli, Vini Jr., Igor Thiago e Luiz Henrique
Em teoria, deixam o time Ibañez, Gabriel Magalhães, Casemiro, Raphinha e Lucas Paquetá. A formação volta a ter um quarteto ofensivo mais puro, sem o meia híbrido que Paquetá representou na estreia.
Desgaste acumulado
O rodízio também reflete o desgaste físico do elenco. Raphinha, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães já haviam feito trabalhos regenerativos no início da semana. Raphinha percorreu quase 12 km contra Marrocos e estava com uma bolha no pé direito. Ancelotti, que jamais repetiu uma escalação na Seleção, deve manter isso contra o Haiti.