
Às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2026, um contraste chama a atenção. A lista de convocados sofreu uma reformulação profunda desde o início do ciclo, mas o time que Carlo Ancelotti deve mandar a campo contra Marrocos, neste sábado (13), às 19h, no MetLife Stadium, guarda semelhança notável com a escalação que iniciou a campanha do Catar.
A transformação entre as listas da Seleção
Em março de 2023, no primeiro amistoso após a eliminação no Catar, o técnico interino Ramon Menezes chamou 26 nomes que misturavam juventude e transição. Três anos depois, Ancelotti definiu os eleitos para o Mundial. A comparação é gritante:
Saíram do ciclo: Richarlison, Rodrygo, Antony, Militão, Alex Telles, Renan Lodi, André, Andrey Santos, João Gomes, Raphael Veiga, Rony e Vitor Roque.
Entraram no ciclo: Alisson, Alex Sandro, Douglas Santos, Danilo, Gabriel Magalhães, Bremer, Leo Pereira, Bruno Guimarães, Fabinho, Raphinha, Neymar, Endrick, Martinelli, Igor Thiago, Luís Henrique, Matheus Cunha e Rayan.
Dos 26 nomes da primeira lista, apenas oito chegaram à Copa: Ederson, Weverton, Ibañez, Bremer, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá e Vinicius Jr. Quase 70% do grupo foi trocado.
O time da estreia: só três caras novas
A provável escalação para este sábado, no entanto, conta uma história diferente. Ancelotti deve colocar em campo: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vini Jr. e Matheus Cunha.
Na estreia de 2022, contra a Sérvia, Tite mandou a campo: Alisson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar; Raphinha, Richarlison e Vini Jr.
Se confirmado, serão apenas três alterações: Gabriel Magalhães herda a vaga de Thiago Silva, Bruno Guimarães assume o posto que era de Neymar, e Matheus Cunha substitui Richarlison no comando do ataque. Os outros oito titulares se repetem — um índice de continuidade que contrasta com a revolução nas listas.