
O volante Bruno Guimarães concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (8) e abordou os principais temas que cercam a Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Entre os assuntos, o corte de Wesley, a convocação de Éderson, a preparação da equipe e uma resposta direta ao atacante francês Michael Olise.
Bruno Guimarães não escondeu o abalo do grupo com a notícia do corte do lateral-direito.
“Todo mundo recebeu a notícia com muita tristeza. Para nós, estar numa Copa é o ápice da carreira. Perder isso por alguns dias é muito triste. Desejamos uma pronta recuperação. Já temos mil motivos, mas ele será mais um motivo para corrermos — será por ele.”
A chegada de Éderson
Sobre a convocação do meio-campista para a vaga de Wesley, o volante foi claro: a decisão partiu exclusivamente da comissão técnica.
“A gente não sabia de nada. Tudo passa apenas pela comissão. Acho que o Éderson pode chegar para fazer mais de uma função e nos ajudar. É um grande jogador e desejamos o melhor. Mas, como disse, não apitamos em nada na convocação.”
O saldo dos amistosos
O jogador fez uma avaliação positiva dos últimos testes antes da estreia no Mundial.
“Nos dois amistosos a gente ganhou. Tivemos bons momentos. Estamos cada vez mais prontos para acabar com todas as dúvidas do mister.”
A resposta de Bruno Guimarães a Michael Olise
Questionado sobre declarações recentes que minimizaram a força do Brasil — incluindo a de Olise, que afirmou não conhecer nenhum jogador da Seleção atual —, Bruno Guimarães rebateu com firmeza.
“Muita gente faz coisa para aparecer. O Brasil chega em qualquer competição como favorito. Só o Brasil tem cinco estrelas no peito. Isso não entra em campo, mas vamos fazer o nosso melhor. Temos jogadores nos melhores times do mundo, como Vini e Raphinha. Na Inglaterra, sinto que todos respeitam o Brasil. Mas em campo tudo pode acontecer.”
Ajustes táticos com Ancelotti
Bruno Guimarães também detalhou as variações testadas por Carlo Ancelotti e o impacto no desempenho coletivo.
“Ele não falou nada para a gente sobre o time definido. Mas a dinâmica com mais um jogador no meio, no jogo do fim de semana, fez com que a gente tivesse mais troca de passes, mais tabelas, mais ‘um-dois’. Criamos mais chances, mas pecamos nas finalizações. Do jeito que ele colocar em campo, vamos fazer o melhor possível.”
