
Paolo Maldini escancarou o bastidor da reformulação italiana. Em entrevista à imprensa local, o novo diretor de seleções da Federação Italiana contou que o primeiro alvo para assumir o comando da Azzurra foi Carlo Ancelotti — antes mesmo de Pep Guardiola entrar na mira. A confissão expõe a ambição de um país que ficou fora de duas Copas consecutivas e não passa da fase de grupos há dois Mundiais.
“Não podemos dar notícias sobre o que está acontecendo. Vocês identificaram o que poderia ser um de nossos objetivos. Não podemos esconder que falamos também com Ancelotti antes de falar com Pep Guardiola. Pareceu-nos justo começar por aqueles que considerávamos os melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade geral”, afirmou Maldini.
Barreira brasileira
A investida italiana, no entanto, tem um obstáculo jurídico sólido. Ancelotti renovou seu contrato com a CBF até 2030 antes mesmo de a Copa de 2026 começar. A entidade máxima do futebol brasileiro confia plenamente no italiano para conduzir o ciclo até o próximo Mundial e não cogita liberá-lo. O treinador também nunca sinalizou desejo de sair. Neste momento, está de férias com a família no Canadá e só reassume a Seleção na Data Fifa de setembro, quando o Brasil fará dois amistosos contra a Austrália.
Plano B em andamento
Com a porta de Ancelotti fechada, a Itália concentra esforços em Guardiola, livre no mercado desde sua saída do Manchester City. O espanhol é tratado como prioridade máxima para liderar a reconstrução de um futebol que acumula vexames recentes e busca voltar ao protagonismo europeu e mundial.
