
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, passou a dominar as redes sociais nesta quarta-feira (13) após a divulgação de mensagens, áudios e documentos relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A polêmica começou quando o portal The Intercept Brasil publicou uma reportagem revelando conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Segundo a publicação, o senador teria articulado um apoio financeiro de R$ 134 milhões para a produção do longa-metragem. Parte dos valores teria sido transferida entre fevereiro e maio de 2025.
Antes da divulgação das mensagens, Flávio Bolsonaro negou o caso. Ao ser questionado por jornalistas na manhã de quarta-feira (13), o senador respondeu: “É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus”.
Horas depois, após a publicação da reportagem, Flávio divulgou um vídeo confirmando que procurou Vorcaro em busca de recursos para o filme, mas negou qualquer irregularidade.
Na gravação divulgada pelo Intercept, enviada ao banqueiro em setembro de 2025, Flávio cobra pagamentos atrasados relacionados à produção.
“Apesar de você ter dado liberdade de a gente te cobrar, eu fico sem graça. É porque está em um momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso”, afirmou o senador no áudio.
Nas redes, Flávio afirmou que o projeto era privado, sem uso de dinheiro público ou incentivos da Lei Rouanet. O senador afirmou ainda que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, ainda não existiam suspeitas públicas contra o banqueiro.
Atualmente, Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Após a repercussão do caso, o deputado federal Mário Frias, que se apresenta como produtor executivo do filme, afirmou nas redes sociais que “não há um único centavo” de Daniel Vorcaro na produção.
A polêmica também provocou reação de políticos ligados à corrida presidencial. O ex-governador de Minas Gerais Zema criticou Flávio Bolsonaro e afirmou que o caso seria “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.
Já o governador de Goiás Caiado pediu transparência sobre o financiamento do filme e sobre a relação entre o senador e o banqueiro.
