
A temporada de 2026 do Botafogo começou envolta em uma grave crise financeira que ameaça paralisar o clube fora das quatro linhas. O problema mais imediato é um “transfer ban”: a Justiça impediu o time de registrar novas contratações por falta de pagamento de uma dívida de R$ 110 milhões (US$ 21 milhões) devida ao Atlanta United, pela venda de Thiago Almada em 2024.
Sem a quitação, os três reforços contratados para 2026 correm o risco de serem emprestados, pois não poderão ser inscritos.
Salários e dívidas internas no Botafogo
A crise não se limita a credores externos. Dentro do elenco, há descontentamento entre os jogadores:
Os direitos de imagem estão atrasados em dois meses.
Embora os salários estejam em dia, há atrasos em verbas trabalhistas, como o depósito do FGTS.
O clube também deve o pagamento de luvas contratuais e premiações referentes ao Mundial de Clubes de 2025.
O cerco a John Textor
A solução para os problemas demandaria um grande aporte financeiro do dono da SAF, John Textor. No entanto, o empresário americano enfrenta seu próprio cerco judicial:
A Iconic Sports Management cobra dele uma dívida de US$ 97 milhões.
O fundo Ares, que financiou a compra do Lyon, também acionou a Justiça por pagamentos.
A expectativa do clube é que Textor consiga atrair um novo parceiro para injetar capital.
Planos de emergência
Com a situação crítica, a diretoria da SAF trabalha com medidas extremas para levantar caixa:
- Venda dos principais jogadores do elenco.
- Corte drástico de gastos em todo o Departamento de Futebol.
O risco, no entanto, é que a publicidade da crise enfraqueça a posição do Botafogo em negociações, permitindo que clubes interessados em seus atletas façam ofertas abaixo do mercado.
