
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na tarde desta quinta-feira (1º/01) e retornou à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele estava internado em um hospital particular da capital federal desde o dia 24 de dezembro para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. O trajeto entre a unidade de saúde e a sede da PF, cuja distância é de cerca de 2 km, foi realizado em uma viatura oficial sob forte esquema de segurança. O comboio levou seis minutos para completar o percurso, entrando no complexo policial por uma portaria lateral.
Histórico médico e complicações
A cirurgia para a correção da hérnia — que ocorre quando tecidos do abdômen saem por um ponto fraco da musculatura na região da virilha — foi realizada no dia 25 de dezembro. Apesar de o procedimento inicial ter ocorrido sem intercorrências, o quadro clínico apresentou desdobramentos ao longo da semana:
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Sábado (27): Realização de bloqueio do nervo frênico (lado esquerdo) para conter crises de soluços.
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Segunda (29): Novo bloqueio do nervo frênico, desta vez do lado direito.
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Terça (30): Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi necessária uma cirurgia de reforço.
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Quarta (31): Uma endoscopia constatou a persistência de quadros de esofagite e gastrite.
Negativa de prisão domiciliar
Diante do estado de saúde, a defesa do ex-presidente acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (31), solicitando a conversão da pena em prisão domiciliar para fins de recuperação pós-operatória.
Contudo, na manhã desta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes indeferiu o pedido, mantendo o regime de cumprimento de pena em unidade prisional. Esta foi a primeira vez que Bolsonaro deixou a carceragem desde que sua prisão preventiva foi convertida em execução definitiva de pena, após tentativas de violação do monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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