
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para o seu quinto mandato presidencial neste domingo (25), ao conquistar a maioria dos votos em cinco dos sete municípios que formam o Grande ABC. O petista superou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, enquanto o adversário liberal foi o mais votado em Santo André e São Caetano do Sul.
No balanço consolidado do Grande ABC, Lula somou 872.653 votos (53,46% dos válidos), frente aos 759.758 (46,54%) obtidos por Flávio Bolsonaro — uma margem de 112.895 sufrágios a favor do candidato do PT.
O desempenho consolida um crescimento da vantagem petista no berço político do presidente em comparação com o pleito de 2022. Naquela eleição, disputada contra Jair Bolsonaro, a diferença na região havia sido de 63.923 votos a favor de Lula (843.120 contra 779.197). O mapa regional manteve a mesma divisão territorial de quatro anos atrás, com exceção de Ribeirão Pires, que nesta disputa migrou para a base de apoio do presidente.
Raio-x das urnas na região
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São Bernardo do Campo: Maior colégio eleitoral da região e berço político do presidente, a cidade garantiu a maior votação a Lula, com 268.963 votos contra 216.777 de Flávio Bolsonaro.
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Diadema: Lula registrou vantagem expressiva, acumulando 156.935 votos ante 100.154 do senador fluminense.
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Mauá: O cenário favorável ao PT se repetiu, com 130.276 votos para Lula e 107.916 para Flávio.
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Ribeirão Pires: Palco da disputa mais acirrada da região, a cidade deu vitória a Lula por apenas 102 votos de diferença (34.096 a 33.994).
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Rio Grande da Serra: A vantagem do presidente foi de 4.210 sufrágios, registrando 15.250 votos contra 11.040 do liberal.
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Santo André: Vitória para Flávio Bolsonaro por margem estreita de 2.547 votos (219.136 contra 216.589 de Lula).
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São Caetano do Sul: O candidato do PL manteve a preferência local, somando 70.741 votos frente aos 50.544 do petista.
Na comparação direta com o primeiro turno regional do dia 4 de outubro, Lula absorveu 181.387 novos votos no Grande ABC (saltando de 691.266 para 872.653). Flávio Bolsonaro subiu 82.536 votos (de 677.222 para 759.758), ampliando a distância regional entre ambos de 14.044 para os 112.895 finais.
Virada histórica na apuração nacional
Com 100% das seções apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a vitória de Lula no segundo turno com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro. O resultado marca um feito inédito na história política recente do país: foi a primeira vez sob o atual modelo eleitoral que um candidato conseguiu reverter no segundo turno a desvantagem registrada na primeira etapa da votação.
| Turno Nacional | Lula (PT) | Flávio Bolsonaro (PL) |
| 1º Turno (04/out) | 53.879.538 (45,16%) | 56.104.503 (47,03%) |
| 2º Turno (25/out) | 64.256.232 (51,79%) | 59.826.041 (48,21%) |
Por determinação conjunta do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF), a divulgação dos dados oficiais teve início às 19h. A apuração nacional foi marcada por intensa alternância. Flávio Bolsonaro assumiu a liderança temporária às 19h45 (com 13,65% das urnas apuradas). A virada do presidente ocorreu às 20h26, momento em que 50,12% da contagem estava concluída e a vantagem petista era de 13.414 votos — margem que se expandiu continuamente até o encerramento da apuração.
Esta foi a sétima campanha presidencial da trajetória do líder petista, que acumula derrotas em 1989, 1994 e 1998, e vitórias nos pleitos de 2002, 2006, 2022 e 2026.
