
A Prefeitura de São Caetano do Sul inaugurou, nesta terça-feira (1/9), a primeira Residência Terapêutica do município. Destinada ao acolhimento de pacientes do sexo masculino com transtornos mentais graves — como esquizofrenia e transtorno bipolar tipo I —, a unidade visa atender pessoas que passaram mais de dois anos internadas em hospitais psiquiátricos ou que são egressas de hospitais de custódia e não contam com suporte familiar.
O projeto funciona no formato de moradia apoiada e busca restabelecer a autonomia e o convívio comunitário dos seus moradores. Instalado em um imóvel de 500 m² (com 473 m² de área construída), o local possui estrutura composta por cinco quartos, banheiros, cozinha, jardim com espaço para horta, além de salas de estar e de atividades terapêuticas.
Suporte 24 horas e integração com a rede municipal
Para garantir a assistência contínua, a Residência Terapêutica conta com uma equipe multidisciplinar formada por uma coordenadora, seis cuidadores e dois técnicos de enfermagem, que se revezam na rotina diária do imóvel. Os apoiadores auxiliam em tarefas do cotidiano, como organização da casa, compras, higiene, medicação e preparo de refeições.
A integração dos moradores com a rede pública de saúde será constante:
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Centro de Atenção Psicossocial (CAPS): Acompanhamento e participação em atividades terapêuticas externas.
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Unidade Básica de Saúde (UBS) Nair Spina Benedicts: Suporte e cuidados médicos gerais.
“Essa inauguração representa um importante avanço nas políticas públicas voltadas a tratamentos, terapias e acompanhamentos destinados a pacientes com transtornos mentais em São Caetano do Sul”, destacou o prefeito Tite Campanella durante o evento. A secretária municipal de Saúde reforçou a relevância da iniciativa: “É fundamental na estratégia de desinternação, na promoção do convívio social e no restabelecimento de laços afetivos de pacientes psiquiátricos”.
Entenda o histórico do projeto
A criação do espaço atende a uma longa disputa judicial iniciada em 2018, através de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
| Ano | Etapa do Processo Judicial e Administrativo |
| 2018 | MP-SP propõe Ação Civil Pública obrigando a Prefeitura a criar o espaço. |
| 2020 | Decisão torna-se definitiva na Justiça em 17 de novembro. |
| 2023 | Justiça fixa multa diária pelo descumprimento da ordem. |
| 2024 | Bloqueio judicial de R$ 141,2 mil das contas do município devido ao atraso. |
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