
O Palmeiras divulgou nesta quarta-feira (15) o seu balancete financeiro mensal referente ao mês de maio de 2026, com valores não auditados. O documento mostra um déficit acumulado de R$ 65,9 milhões no exercício, enquanto a receita operacional líquida totalizou R$ 395,2 milhões no período.
Receitas: Futebol Profissional e Arena lideram
A principal fonte de receita do clube continua sendo o Futebol Profissional, que respondeu por R$ 335 milhões dos R$ 395,2 milhões arrecadados. A Arena contribuiu com R$ 29,5 milhões.
- Direitos de transmissão: R$ 104,7 milhões
- Publicidade e patrocínio: R$ 97,3 milhões
- Arrecadação de jogos: R$ 24,6 milhões
- Sócio torcedor Avanti: R$ 29,7 milhões
- Rendas diversas: R$ 48,1 milhões – inclui vendas de jogadores e outras receitas variáveis
Despesas: gastos com futebol e pessoal pesam
O Futebol Profissional concentra a maior parte das despesas, com R$ 476,2 milhões gastos no acumulado do ano.
- Pessoal e encargos sociais: R$ 184,3 milhões (inclui salários de jogadores e funcionários)
- Direitos de imagem: R$ 57,5 milhões
- Amortização de direitos de jogadores: R$ 127,4 milhões
- Baixa e gastos com vendas de atletas: R$ 45 milhões
Vendas pesam para o Palmeiras
O déficit acumulado de R$ 65,9 milhões reflete principalmente a falta de vendas de jogadores do clube. No setor de “Rendas diversas”, que inclui principalmente vendas de jogadores e o arrecadado com o estádio, o esperado era de arrecadação de R$ 235 milhões, mas, por ora, apenas R$ 78 milhões entraram nos cofres alviverdes.
Com isso, o resultado do exercício é bem abaixo do orçado: o Verão esperava um superávit de R$ 32 milhões, mas até aqui tem um déficit de quase R$ 66 milhões.
Aposta no futebol
Por ora, a avaliação não preocupa a diretoria de futebol, que enxerga com bons olhos o momento do clube em campo, que, com premiações, pode abaixar esse rombo. Todavia, as negociações alviverdes seguem bem abaixo do esperado para a temporada, cerca de R$ 400 milhões em vendas de jogadores.
