
A jovem Giulia Lentulo Rigueira, de 17 anos, atropelada na madrugada do último sábado (4), em São Caetano do Sul, falou pela primeira vez sobre o acidente que sofreu na Avenida do Estado.
Giulia relembra os momentos mais difíceis desde o atropelamento, fala sobre a recuperação e as consequências do acidente que mobilizou moradores da região.
A família também informou que o advogado Rafael Dias passou a atuar no caso e acompanhará os desdobramentos jurídicos.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. A família defende que as circunstâncias do atropelamento sejam esclarecidas e que o motorista responda pelos fatos.
Entenda o caso
A jovem Giulia Rigueira, de 17 anos, ficou gravemente ferida após ser atropelada por um carro na madrugada do último sábado (4), na Avenida do Estado, na altura da Fundação, em São Caetano do Sul. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
De acordo com o registro policial, guardas civis municipais foram acionados para atender à ocorrência e encontraram a vítima sendo socorrida por uma equipe do SAMU. O namorado da adolescente relatou que um veículo em alta velocidade tentou atropelar um grupo de amigos que atravessava a via e atingiu a jovem após mudar de faixa.
O veículo foi identificado por meio do sistema de monitoramento Smart Sanca como uma Hyundai IX35. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente, conforme os artigos 303 e 305 do Código de Trânsito Brasileiro.
Segundo familiares da jovem, o impacto provocou dilaceração da panturrilha e rompimento dos ligamentos do joelho. Ela passou por duas cirurgias, uma para reconstrução da panturrilha e outra para colocação de pinos no joelho, e ainda deverá ser submetida a novos procedimentos.
Ainda conforme a família, o motorista alegou que deixou o local por medo de um assalto. Os familiares, no entanto, contestam essa versão e afirmam que as imagens mostram que o grupo estava no meio-fio e não fez qualquer movimento em direção ao veículo. Eles defendem que o caso seja investigado como tentativa de homicídio doloso.
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