
O Brasil inicia sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13) carregando o peso de um jejum de 24 anos, mas também a chance de protagonizar um feito inédito na história do torneio. Se a Seleção conquistar o hexacampeonato, Carlo Ancelotti se tornará o primeiro treinador a erguer a taça com uma nacionalidade diferente da do país campeão.
Um tabu que dura desde a Copa de 1930
Em 96 anos de Mundiais, a regra jamais foi quebrada. Todos os 22 títulos disputados até hoje foram vencidos por técnicos nativos do país que levantou a taça. A lista é um reflexo de uma tradição férrea:
- 1930 – Uruguai: Alberto Suppici (Uruguai)
- 1934 e 1938 – Itália: Vittorio Pozzo (Itália)
- 1950 – Uruguai: Juan López Fontana (Uruguai)
- 1954 – Alemanha: Sepp Herberger (Alemanha)
- 1958 – Brasil: Vicente Feola (Brasil)
- 1962 – Brasil: Aymoré Moreira (Brasil)
- 1966 – Inglaterra: Alf Ramsey (Inglaterra)
- 1970 – Brasil: Zagallo (Brasil)
- 1974 – Alemanha: Helmut Schön (Alemanha)
- 1978 – Argentina: César Luis Menotti (Argentina)
- 1982 – Itália: Enzo Bearzot (Itália)
- 1986 – Argentina: Carlos Bilardo (Argentina)
- 1990 – Alemanha: Franz Beckenbauer (Alemanha)
- 1994 – Brasil: Carlos Alberto Parreira (Brasil)
- 1998 – França: Aimé Jacquet (França)
- 2002 – Brasil: Luiz Felipe Scolari (Brasil)
- 2006 – Itália: Marcello Lippi (Itália)
- 2010 – Espanha: Vicente del Bosque (Espanha)
- 2014 – Alemanha: Joachim Löw (Alemanha)
- 2018 – França: Didier Deschamps (França)
- 2022 – Argentina: Lionel Scaloni (Argentina)
Os campeões brasileiros
O Brasil já foi campeão mundial sob o comando de cinco técnicos diferentes — todos brasileiros: Vicente Feola (1958), Aymoré Moreira (1962), Zagallo (1970), Carlos Alberto Parreira (1994) e Luiz Felipe Scolari (2002).
A missão do italiano
Ancelotti tem agora a oportunidade de reescrever essa estatística centenária. O primeiro passo será contra Marrocos, neste sábado (13), às 19h, no MetLife Stadium. Haiti e Escócia completam o Grupo C — os primeiros obstáculos de uma campanha que, se vitoriosa, não só devolverá a taça ao Brasil como inscreverá o nome do italiano em um capítulo exclusivo da história das Copas.
