
O São Paulo transformou o MorumBIS em uma máquina de receitas em 2025. O clube arrecadou R$ 239 milhões com matchday — soma de bilheteria, sócio-torcedor, shows, tours e demais explorações do estádio — e fechou o ano como o segundo maior faturamento do Brasil no setor, atrás apenas do Flamengo (R$ 322 milhões). Os dados são do estudo da Sports Value, baseado nos balanços oficiais.
O Tricolor desbancou todos os demais paulistas. O Corinthians ficou em terceiro (R$ 180 milhões), o Palmeiras em quarto (R$ 169 milhões) e o Santos amargou a 14ª posição, com apenas R$ 71 milhões — valor que evidencia o abismo estrutural entre a Vila Belmiro e as arenas da capital.
Ranking de matchday 2025
- Flamengo: R$ 322 milhões;
- São Paulo: R$ 239 milhões
- Corinthians: R$ 180 milhões
- Palmeiras: R$ 169 milhões
- Atlético-MG: R$ 148 milhões
- Cruzeiro: R$ 120 milhões
- Internacional: R$ 119 milhões
- Bahia: R$ 117 milhões
- Athletico-PR: R$ 117 milhões
- Vasco da Gama: R$ 105 milhões
- Fluminense: R$ 103 milhões
- Botafogo: R$ 93 milhões
- Grêmio: R$ 74 milhões;
- Santos: R$ 71 milhões
- Fortaleza: R$ 61 milhões
- Ceará: R$ 47 milhões
- Sport: R$ 40 milhões;
- Vitória: R$ 21 milhões
Balanço do São Paulo, no entanto, foi reprovado
Apesar do desempenho recorde nas receitas de estádio e da redução da dívida geral, o balanço são-paulino foi reprovado pelo Conselho Fiscal. O motivo central foram R$ 11 milhões em saques feitos das contas do clube destinados à presidência, sem a devida especificação. A reprovação foi lida internamente como movimento político para enquadrar o ex-presidente Julio Casares por gestão temerária. Casares responde a processo na Comissão de Ética e pode ser expulso do quadro associativo do clube.
