
O empresário Diego Fernandes, conhecido por ter sido o intermediário na contratação de Carlo Ancelotti para a CBF, revelou que tem um projeto pronto para apresentar ao clube e que o presidente Harry Massis se mostrou aberto a ouvi-lo. A informação foi dada em entrevista ao Tricolaços Podcast.
“Fui abordado fora do Brasil por grandes grupos de investimento. Apresentei a eles o São Paulo como um grande ativo. Não posso revelar os nomes agora, mas no momento certo eles virão a público”, disse o empresário, que é são-paulino e tenta emplacar o modelo de clube-empresa no Morumbis.
Segundo Diego, a secretária da presidência do São Paulo o procurou para ouvir a proposta.
Como funcionaria uma SAF no São Paulo
O plano prevê uma estrutura 51-49 — o fundo investidor ficaria com 51% das ações, e o clube controlaria os 49% restantes, com direito a uma golden share que vetaria mudanças em símbolos como uniforme, hino e escudo. “O modelo perfeito é um investidor de grande porte entrando com muito dinheiro, mantendo o clube protegido por ações especiais, como a Embraer tem com o governo”, explicou.
Diego Fernandes afirmou que tentou levar a discussão ao Conselho Deliberativo, mas não recebeu credibilidade. Por isso, abriu um abaixo-assinado entre os sócios para pressionar pela convocação de uma assembleia que discuta a SAF sem depender do aval do Conselho. “Se o São Paulo se estruturar, vai ter fila para investir. Mas esses grupos só entram com governança e transparência”, concluiu. O clube ainda não se manifestou oficialmente.
