
O CT da Barra Funda virou um centro de despedidas, mas o dinheiro que entrou até agora não paga a conta. O São Paulo iniciou uma faxina no elenco de Dorival Júnior com dois objetivos — arejar o time e fazer caixa —, só que o saldo das negociações ainda é magro. As três operações fechadas renderam cerca de R$ 23 milhões, valor que cobre apenas 13,23 milhões, valor que cobre apenas 13,180 milhões inscrita no orçamento de 2026.
Esse montante veio da venda de Rodriguinho ao Bragantino, da transferência de Erick ao Vitória e da taxa de empréstimo paga pelo Tigres, do México, por Alan Franco.
Quem já saiu e quem está com a porta entreaberta
A lista de dispensas não para de crescer. Gonzalo Tapia é o próximo da fila e negocia com o Columbus Crew, da MLS. Young já rescindiu e assinou com o Portimonense, de Portugal. Luan e Matheus Belém discutem os termos de suas rescisões, enquanto Cédric, dono de contrato extenso e salário alto, se transformou em um nó financeiro de solução mais demorada. Negrucci saiu por empréstimo ao Athletic.
A carta na manga do São Paulo: William Gomes
Para evitar um desmanche ainda maior, a diretoria concentra suas fichas no mecanismo de solidariedade. O nome que pode salvar o balanço é William Gomes, atacante formado em Cotia que valorizou após se destacar no Porto e agora atrai sondagens da Inglaterra e da Espanha. A expectativa tricolor é que uma negociação pelo jogador ultrapasse os R$ 60 milhões. Se o valor se confirmar, a pressão para vender outros titulares diminui consideravelmente, e o clube consegue se aproximar da meta orçamentária sem precisar continuar fatiando o grupo.
