
Abel Ferreira voltou a transformar a sala de imprensa em palco de uma entrevista marcante. Após a vitória por 3 a 0 sobre a Jacuipense, na noite desta quinta-feira (23), o técnico do Palmeiras abandonou a coletiva de forma abrupta ao ser questionado sobre a “lei do silêncio” adotada por seus auxiliares nas partidas do Brasileirão — torneio em que cumpre suspensão.
“Só por você ter falado, a partir deste momento está abolida. Lei do silêncio”, disparou Abel, antes de se levantar e deixar a sala.
Igualdade na arbitragem é necessária, segundo Abel Ferreira
Ainda antes do episódio, o treinador português já havia reclamado do que considera uma falta de isonomia nas intervenções do VAR e do tratamento dispensado ao Palmeiras.
“Esse tipo de jogo contra o Palmeiras motiva os adversários. Entraram de forma agressiva, não maldosa, mas nos saiu caro com a lesão do Vitor Roque. O VAR esteve bem, assim deve ser. É isso que o Palmeiras quer: igualdade para todos. E, como temos visto, isso não tem acontecido em todos os lugares.”
Abel ainda resgatou um lance polêmico da Copa do Brasil de 2022 contra o São Paulo, citando que o Palmeiras exige apenas “o que é justo”.
“Contra tudo e contra todos” prevê o técnico do Palmeiras
Ao avaliar o momento de Felipe Anderson, Abel aproveitou para fazer um apelo por união entre torcida, mídia e clube.
“Ele sabe que pode dar mais. Quando a torcida critica um jogador ou treinador de forma muito específica, isso não ajuda. Precisamos buscar um espírito de união, contra tudo e contra todos. Prevejo um ano difícil, dentro e fora do campo.”
O Palmeiras volta a campo no domingo (26), contra o Bragantino, em Bragança Paulista, pelo Brasileirão — novamente sem Abel à beira do gramado.
