
Neste sábado, 28, o Novorizontino escreveu mais um capítulo surpreendente em sua história ao derrotar o Corinthians por 1 a 0 e se garantir na grande final do Campeonato Paulista. Com uma campanha impecável como mandante, vencendo todos os jogos em seus domínios até o momento, o clube de Novo Horizonte se consolida como a grande sensação do estadual.
Mas, afinal, quem comanda o Novorizontino?
O Novorizontino é uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) cujo controle acionário pertence integralmente à família Biasi, tradicional na cidade de Novo Horizonte. Os investimentos do grupo na região são diversos, mas a principal fonte de receita é a Usina Estiva, usina de cana-de-açúcar local, além de participações no agronegócio e na pecuária.
A figura central na história do clube é Jorge Ismael de Biasi. Em 1977, ele assumiu o Grêmio Esportivo Novorizontino, profissionalizou o futebol e transformou a agremiação em uma potência regional, culminando no inédito vice-campeonato paulista de 1990. Em 1994, o clube passou ao comando da família Chedid, ligada ao Bragantino, período que marcou o início de uma crise que levou à falência e extinção do time em 1998.
A cidade de Novo Horizonte passou então 12 anos sem futebol profissional, até que, em 2010, foi fundado o atual Grêmio Novorizontino. Trata-se de uma instituição nova, distinta da anterior, embora mantenha o mesmo escudo, cores, estádio e represente a mesma cidade.
O retorno do futebol à cidade foi protagonizado pela família Biasi. Com a criação da Lei das SAFs, o clube se transformou em Sociedade Anônima do Futebol, agora sob gestão dos herdeiros de Jorge: Jorge Ismael de Biasi Filho e Roberto de Biasi. Ao contrário de outros modelos de SAF, que costumam reservar uma parcela das ações ao clube associativo, no Novorizontino a totalidade do capital pertence à família.
A figura forte nos bastidores
Apesar de o investimento vir dos Biasi, quem comanda o dia a dia do clube é Genilson Rocha Santos, diretor-presidente. Ex-jogador, Genilson integra a estrutura do Novorizontino desde 2012, quando começou como coordenador das categorias de base. Com a confiança plena da família investidora, o modelo de eleições para a presidência foi extinto. A tendência é que Genilson permaneça no cargo enquanto mantiver o respaldo do Conselho, que atualmente não enfrenta qualquer oposição interna.
